quinta-feira, 25 de outubro de 2012

I'll give you my world, but you have to give me the real me.


Dou-te o meu Mundo, dou-te o meu Mundo tal e qual como ele se encontra:
 - Virado do avesso, confuso, triste e contente ao mesmo tempo. Um mundo sonhador e, ao mesmo tempo ilusório. Um Mundo ferido e feito em lágrimas já secas.
Dou-te tudo o que é meu e o que não é; o que foi e o que nunca foi. O que nunca quis e nunca será meu, simplesmente dou-te...
Em troca, apenas quero uma coisa de volta: eu mesma!
Quero-me a mim e ao meu Mundo confuso, estranho e complicado... Eu cá me arranjo a "consertá-lo". Se não houver conserto, pelo menos haverá algo nele que eu posso tirar proveito.
Dou-te um "olá!" se me aceitares assim. Se aceitares a minha falta de conserto e as minhas feridas ainda por sarar, abertas e que ainda ardem, mesmo depois de tratadas, como se tivessem sido feitas naquele exato momento. Dou-te o doloroso "Adeus..." se não te encontras disposta a lidar com as minhas cicatrizes e o "eu" que um dia cheguei a ser.
Dou-te tudo de mim, tudo o que eu tenho e já não tenho. Mas, por favor, dá-me uma melhor visão do "eu" de hoje, dá-me a mão; o ombro; o sorriso e o porto de abrigo que me servia de consolo na escuridão de um olhar frio e magoado.
Dou-te o envolver de cada caracol presente no meu cabelo, como se fosse a viagem atribulada que nos proporcionas, fazendo-nos acreditar ser uma aventura que inclui uma viagem na montanha russa.
Dou-te o melhor e o pior de mim.
No entanto: Óh Vida! Dá-me um sorriso e um olhar renovado. Dá-me o outro lado das coisas, porque na verdade, muito do que aconteceu de mal e de errado, faz-me pensar que é um "lugar" apenas propício a acontecer de tudo. Porém, foi onde me descobri um dia, onde falei, olhei, amei, sorri e aprendi. É isso, sobretudo predispus-me a viver! A viver tudo aquilo que reservaste para mim...
Agora fugi! Mas não te larguei! Por isso, não me largues tu também, numa vala sem escapatória possível.
Dá-me asas e eu mostrar-te-ei a liberdade de voar. Dá-me o que mais preciso e eu mostro-te que a "saudade é mais uma certeza de que tudo o que um dia foi valeu a pena!"
Apenas quero que saibas que eu sei quem fui, quem quero ser. Eu sei quem sou, simplesmente falta-me sê-lo. Quando eu o for, aí poderei dizer-te que para além de seres tão ilusória, és tão fascinante que eu um dia viverei, viverei à margem daquilo que me deste a conhecer.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Uma questão de largada e fugida. Uma questão de caminhar!

Fugi.
Larguei tudo, ou pensei que larguei.
Será que larguei mesmo?
No final de contas fugi de que? Cheguei mesmo a fugir?
NÃO...
Se gostaria de o ter feito? Talvez, mas para muitos isso nem sequer chega a ser uma opção viável. Fugir? isso é ser medroso/a...
Não fugi, mas se o fizesse não seria medrosa tendo em conta os motivos que me levaram a...
Que interessa o que fiz, quem sou ou quem um dia cheguei a ser? A mim interessa, a mim interessa...
Apenas quero perceber isso por mim, um recomeçar sem deixar o passado para trás  Um querer perceber aquilo que nunca me dei ao trabalho de entender.
Um distanciar daquilo que me impedia de ver para além do habitual, do senso comum.
Um distanciamento essencial que me permitisse crescer e sair do ambiente em que me tinha colocado, ou melhor ao que me acostumei por ser o único que me deram a conhecer e eu ter o chamado "medo de sair da  caverna". Não pretendo dizer que é como a "alegoria da caverna" mas quando me cingi àquilo que conhecia sem querer conhecer em grande parte o resto da realidade é mesmo que dizer que Platão tinha toda a razão.
Quero uma aproximação de um "eu" verdadeiro que se impôs perante o seu próprio Mundo e quis sair do vazio que por vezes sentia.
Não pretendo um distanciamento dos que sempre lhe foram mais próximos  mas por vezes é necessário sentir que se é preciso, de por um travão naquilo que tende ser um constante ciclo vicioso.
As discussões fortes se tornaram, as lágrimas intensificaram-se e fizeram com que o olhar se torna-se distante, um olhar curioso para saber o que haveria para alem disso.
Os sonhos mudaram e, nisso não ha mal nenhum. Eu prossegui o meu, estou a prossegui-lo, se tenho certezas do que estou a fazer? Não, não as tenho. Como deu para ver tenho tantas perguntas e nem sei se tenho resposta para todas, ou pelo menos uma resposta certa. Neste momento é a forma como penso, como vejo, como vivo.
Não estou sozinha em parte, mas sinto que há coisas que tenho de ser eu mesma a percorrê-las. A vivê-las e a conhecê-las. Haverá os chamados "dias de cão" e, julgo estar num desses dias hoje mesmo, mas não me arrependo de ter tomado tamanha decisão, bem maior que o meu pé.
Contrariei muita gente e muito do pensamento de pessoas próximas  mas no final fui sempre eu a ter a ultima palavra na minha vida. Se cometer um erro, pelo menos foi porque eu fui teimosa e não porque fui pressionada.
Se fugi? Não. Os problemas estão aqui na mesma, as pessoas, a minha vida. Trouxe tudo comigo. Agora a forma como os resolvo é que confirmará se a minha fuga foi confirmada ou apenas mais uma ilusão para muita gente.
Eu procuro o meu olhar de volta, o meu sorriso de "ponta a ponta" e o revelar de tantas coisas que não saberia existir senão saísse do "quadrado" em que me enfiei por não querer alterar o que conformado estava!
Segui.
Não larguei tudo.
Escolhi.
Cresci.
Sigo vivendo de maneira diferente, mas de forma digna.
Sigo caminhando, lágrimas se verterão, sorrisos se lançarão, erros serão cometido. Mas eu sigo caminhando...

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Aren't you tired running from what you've become?

Arrependimentos? Todos temos aqueles pequenos arrependimentos que gostaríamos de mudar, pois sabemos que poderiam alterar o rumo da nossa historia com alguém, com a nossa vida em todos os aspectos.
Infelizmente, arrependimentos podem ser algo de bom se é que percebemos que foi graças a eles que tudo mudou e nos deixou tristes. Outros, apenas não havia forma de fazer as coisas doutra forma.
Não podemos mudar o passado, é algo que já esta feito, dito, pronunciado e marcado. Mas então, que raio podemos nós fazer? Absolutamente nada no que diz respeito ao passado. Mas, com certeza tudo no que diz respeito  a mudar-nos a nós mesmos.
Não dá para continuar a fugir daquilo em que me tornei... Não podemos ajudar nem apoiar quem não quer, pois ainda não aceitou a pessoa que é.
Ao longo do tempo, vamos percebendo que aquilo que um dia queríamos, já não é bem o que pretendemos para o agora, vamos seguindo caminhos diferentes, com novas formas de encarar as diversas situações e isso, vai fazer com que a nossa forma de ser se altere, vai originar alguns afastamentos por parte de pessoas que julgávamos quererem caminhos parecidos. É com o decorrer da vida que mudamos a nossa forma de pensar e mudamos muitas vezes aquilo que queremos e isso vai levar a que o que eu queria para mim seja um risco para a outra pessoa que me vai estar a dissuadir por não desejar o mesmo.
Por muito que custe, ás vezes é preciso haverem mais que vírgulas na nossa historia, é preciso colocar pontos finais, pontos de interrogação e até mesmo reticências.
Nada disto implica mudar as memórias, porque se há coisa que percebi é que, sim, as pessoas mudam, mas as memórias não. O que hoje já não é, um dia foi. Isso não muda...
Conformismo, sim, terá de haver a certa altura, conformar-me de que são apenas isso, MEMÓRIAS.
Estar pronta para abrir um porta é essencial. Pergunto-me: "Qual das portas?" A resposta simplesmente será aquela que eu achar ser melhor, aquela que para mim for instintiva, porque não há outra maneira, sem ser de forma instintiva. Não sei o que está por de lá, mas sei que se tudo correr mal, não voltarei à mesma.
Quero arrependimentos, para poder perceber o que quero e quem sou.
Estou cansada de fugir de mim mesma e tentar mostrar que nada em mim mudou, mas a verdade é que tudo e mais alguma coisa acabou por mudar e de alguma forma eu não sinto remorsos por isso, sinto-me até bem.
Talvez, porque me sinto assustada, e sentir-me assim deixou de ser algo de aterrador, mas sim um desafio que preciso de correr para que possa entender aquilo que me reserva ou que eu mereço entender.
Eu escolho mostrar aquilo que quero que conheçam de mim. Eu escolho ser quem sou, mas não escolho  ser quem me tornei. Foram as minhas escolhas que me levaram a isso. Se é mau? para alguns, talvez seja...
Tenho todas as respostas em mim, apenas ainda não as encontrei a todas, visto que ainda não me encontrei a mim mesma. Se me vou encontrar por completo? Provavelmente não.
Mas não posso mudar nada que não esteja sobre meu controlo, não posso mudar o que um dia fiz, disse ou fui. Posso fazê-lo no agora, mas depois da porta, só saberei o que me reserva depois de a passar e começar a viver.
A tudo isto eu chamaria de um verdadeiro "ABR'OLHOS" sobre quem sou.
Afinal de contas, do que realmente fugimos nós? De que fujo eu? De que temos tanto medo? De que tenho tanto medo?
A mudança deu-se, por mais positiva ou negativa que seja.
Se me perguntarem: "Vais-te lembrar, um dia, de tudo aquilo que já foste ou fizeste?"
Eu responderei: "Sim. Mas não significa que o queira voltar a ser, ou que o tenha deixado de ser."
Na verdade, a única conclusão que tiro de tudo isto é simples: Eu já sou quem eu quero ser, a única coisa que me falta é realmente o ser!

http://www.youtube.com/watch?v=fk1Q9y6VVy0

                                                                                                           Beijinhos, Ninocas *.*

sábado, 19 de maio de 2012

"At some point, you just have to let go. Move on. Because no matter how painful it is, it's the only way we grow. "

Aquilo que mais desejamos que não mude nunca, acaba por mudar e por mais que a gente queira nada volta a ser como dantes e é necessário tomar a decisão de avançar. É isso que custa, custa avançar e largar tudo aquilo que um dia conhecíamos e nos fazia sentir tão bem, largar as únicas certezas que tínhamos para dar lugar a tantas dúvidas.
Depois, temos exactamente o oposto: aquilo que queremos que realmente sofra uma mudança, por já não aguentarmos mais a situação onde nos encontramos, por querermos que evolua e tenha algo de positivo. Aquilo que queremos que não nos magoe mais e que nos mostre o lado bom de passar por tudo aquilo. É quando esperamos sempre pela parte boa depois de estarmos tanto tempo na parte má.
 Não queremos que tudo se volte a repetir, pois não temos certezas que conseguiremos passar por tudo outra vez, que as forças não vão desaparecer e pelo contrário, que teremos mais força por já haver uma experiência em ultrapassar momentos daqueles. 
A verdade é que dói sempre: não só recordar, mas também custa ter de passar pela mesma dor uma e outra vez. Ouvir as mesmas palavras.


Quero o Silêncio.PREFIRO O SILÊNCIO.
O SILÊNCIO transmitirá aquilo que eu não quero dizer, ou aquilo que pretendo subentender. 
O silêncio é aquilo que neste momento quero conhecer e compreender cada vez melhor. "Falar" as palavras, já não me adianta, muito menos ouvi-las. 
Preciso de silenciá-las e preparar-me para reviver, mas desta vez em silêncio. 
Quem compreender o meu silêncio, saberá tudo o que se passará a seguir, o que se passa agora e o que um dia já se passou.
Avançar revivendo, não diria que seja caminhar em direcção ao futuro, mas pelo menos é continuar o caminho do presente. Tenho que largar o passado e pensar que tudo será diferente, porque eu quero que assim o seja.


Chama-se a isso de crescer certo? Não é o "crescer" que não presta, mas sim tomar a decisão de o fazer. Isso sim, não presta mesmo!
Dói, custa e mói por dentro. Tomar essa decisão... Mas é necessária, é necessária para me "formatar" como quem fui, como quem sou, ou pelo menos eu sei que sou. Apenas não o tenho sido nem sei como o ser jamais.


Se é justo? A própria Justiça torna-se injusta no exacto momento em que dizemos que todos somos diferentes: agimos de forma diferente, pensamos de forma diferente, somos simplesmente diferentes, apenas o Ser humano é o que nos une como seres iguais. Mas nem sequer usamos a justiça de maneira semelhante e há quem a use de forma extremamente injusta.


Silêncio... Fez-se em mim. Silêncio, diz o que eu quero dizer sem ter que pronunciar as palavras. Silencio é a minha justiça e o meu Silêncio é o meu crescimento e a minha força para o avançar e mudar aquilo que pretendo que mude e me permite ser forte a ter que aceitar a mudança daquilo que sei que não volta a ser como dantes.

Beijinos, Ninocas *.*



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Dois passos em frente, um atrás é assim que vives.


Dois passos em frente, um para trás... Ah como isto acaba por ser uma grande Verdade.
Tomar iniciativa, ir em frente, contudo pensamos demasiado e só procuramos o lado da consequência quando damos o passo em frente. Nem sequer pensamos que existem consequências boas, que dessas iniciativas e decisões poderão vir coisas muito boas que nos façam viver e reviver, temer e ganhar força. É então que recuamos, que receamos tudo e mais alguma coisa, mas receamos na verdade o quê?! O viver?!
Oh meus caros, viver significa ter um bocadinho de tudo:
Sentir tudo, desde a mais profunda tristeza, à mais tremenda satisfação, ao ponto auge da Felicidade! Significa desiludirmo-nos, significa encontrar forças onde menos julgamos encontrar. É Não sentir nada e ao mesmo tempo sentir tudo, se é que isto faz sentido para mim ou até mesmo para qualquer um de vocês.
Viver implica arriscar, implica pensar, implica sofrer e sentir dor, implica ficar dormentes. Esta dormência é um consequência de sentirmos tanto, que chegamos a um ponto em que parece que temos morfina em cima e para nós aquilo já não nos afecta de maneira alguma.
Viver implica ter de aceitar aquilo que não está nas nossas mãos controlar, implica termos de fazer escolhas e tomarmos as mais difíceis decisões que podem mudar a nossa vida no futuro.
Viver é relembrar o passado, não tendo propriamente de o trazer para o presente. Viver é estar no presente, é colher o momento do "agora". Viver é saber que há um futuro e que o passado e o presente terão influência no "amanhã", de alguma forma...
Nós temos medo do Viver, temos medo de tanta coisa, às vezes chegamos a deixar que o medo nos conduza. Então quando o medo nos impede de tomarmos certas decisões, de nos deixar pensar, quando nos bloqueia na escolha do nosso caminho é quando percebemos que vamos sair da nossa zona de conforto, onde já nos habituamos ao que é, o que era, o que acontece, o que aconteceu e o que pode acontecer. Quando sabemos o que o chão que sempre nos amparou a queda e que nos era tão familiar foi-nos retirado e partimos para o "desconhecido". Oh sim, é isso mesmo que mais receamos, que nos deixa tão preocupados com o que poderá ser que tentamos planear tudo ao máximo.
Porém, planear nem sempre resulta, não podemos adivinhar nem mexer no futuro. Ele vai acontecer, ele esta a acontecer aos poucos e nós quer queiramos quer não estamos a partir para o que não conhecemos, para o que nos vai atormentar mas no fundo mudar na mentalidade, na forma de ver as coisas.
O medo é bom na vida, é sinal que temos consciência que poderá haver alguma consequência que advém das nossas acções, mas não devemos pensar sempre no mau. Temos de nos aventurarmos, saber pensar sem nos fazer doer a cabeça, saber medir os passos.
Eu receio, eu tenho medo... Ui, sim tenho muito medo e esta insegurança leva-me a temer o desconhecido;
a temer as lembranças do passado;
a temer o futuro;
a temer a liberdade;
a temer a falta de consciência;
a temer as memórias;
a temer as pessoas;
a temer a segurança;
a temer o olhar e o sorriso;
a temer a confiança;
a temer o sonho;
a temer a saudade;
a temer o choro e o grito;
a temer a morte;
a temer a desilusão e a angústia;
a temer o Sentir, as Sensações;
a temer o pensamento;
a temer a evolução;
a mudança...
O silêncio que muitas vezes diz mais do que julgamos... Tanta coisa que eu receio.
Se deixo que isso me bloqueie, não, nem sempre.
Não posso, não podes, não podemos! O medo é para enfrentar e enquanto existir será como dar dois passos em frente porque assim tem de ser para te tornares na pessoa que tanto anseias. Para nos formarmos como seres humanos e para aprendermos que esse processo de aprendizagem enquanto pessoas dura a vida toda, não o podes impedir porque temes tudo e mais alguma coisa.
Os dois passos em frente serão o teu progresso e ambição, a tua persistência e determinação, o passo atrás será a consciência e o medo das consequências, o retrocesso ou uma tentativa falhada. Mas aos poucos andas, tomas o teu percurso.
É aos poucos, a viver tudo de todas as formas possíveis. A seres tu mesmo, a seres alguém. A caminha contigo mesmo/a e com quem te sentes segura.
Caminha e percebe que a Vida é para ser vivida mesmo que demores muito a vive-la. Vive intensamente e deixa-te levar pelas maravilhas e as coisas mais horrendas que te pode proporcionar. É apenas um desafio que te foi proposto porque ela sabe muito bem do que tu és capaz e que só tens é de conseguir passar por cima. A vida é a tua força, o melhor e maior bem, é aquilo que tu alcanças sem que ninguém te diga para onde deves ir e o que deves fazer ou seguir.
Se a deixas fugir então é porque nunca chegaste a ser quem tu sempre foste (se é que faz sentido).



Beijinhos, Ninocas *.*

quarta-feira, 24 de agosto de 2011


Pára! Eu sei que a minha vida não vai parar, o tempo... Uiii, esse muito menos! Mas e eu?! Sim, eu preciso de parar. Parei e pensei naquilo que me rodeia, no que sinto, em tudo o que preciso de pensar: Poxa, mal consigo respirar... Estou rodeada de tanta loucura e muita dela em nada tem a ver comigo, mas afecta-me mais do que era de imaginar... Porquê? Cada pedacinho se desmorona à minha frente e eu por mais que tente não me sinto capaz e alguém útil de erguer, pois muito daquilo que se destruiu não me diz respeito, apesar de me envolver no seu meio. Será que alguém pensou que se calhar me iria atingir? Não! Eu pensei e basta eu pensar para poder dizer: Pára! Poxa, preciso de parar toda esta loucura, travar e perceber aquilo que realmente quero, assim eu nao continuo mais!
Estou farta de estar tão farta, farta de ver as pessoas e coisas à minha volta desta forma e nem sequer sou eu que estou a criar isto. Mas estou cansada, preciso de pôr um travão, recuperar o meu fôlego, respirar lentamente...Como quando me sento num baloiço (mesmo com a idade que tenho :P) e, assim que dou balanço com os meus pés, eu sinto o ar na minha cara e um friozinho na barriga.
É nesses momentos que sinto que tenho ar suficiente para voltar a respirar, para voltar a sobreviver e se acabar, volto a baloiçar para ter mais ar.
Concentrar-me naquilo que realmente interessa é não deixar-me levar por esta loucura, mas sim criar uma loucura saudável que me ponha a mim e a quem me rodeia bem. Isto é esgotante e cansativo, é tremendamente cruel para todos.
Por isso: Pára Tudo!
Faz-me voltar a recuperar o ar; Faz-me voltar a baloiçar; Faz-me voltar a querer descobrir o meu eu; Faz-me voltar a sorrir e a sentir-me bem, a querer cometar loucuras daquelas que não deixam ninguem farto de estar tão farto.
Quero um novo começo, uma mudança, as mesmas pessoas e as mesmas lembranças.
Faz-me querer a realidade!
Faz-me querer respirar e gastar as minhas energias numa dança em que apenas o nosso corpo é o condutor de todo um ritmo e movimento, mas que não se deixa cair na rotina. Sempre a inventar e a inovar passos para dar na próxima música.
Faz-me querer dançar ao ritmo da minha própria banda sonora e querer cair na loucura da fantasia.
Contudo: Puxa-me para a realidade quando se tornar cansativo e magoar quem me rodeia!
Faz-me ver com olhos de quem quer ver e sentir o cheiro das memórias, como quando percorremos as páginas de albuns e vemos cada recorte, pessoas, imagens, fotos... Por momentos só pensas em como já viveste aquilo tudo e em como ainda te falta viver tanto, porém perdes tempo com coisas que te deixam exausta.
Por isso, só peço: Sente o Cheiro desses momentos e Faz-me redescobrir-me! Faz-me Viver! Faz-me Dançar na chuva daquilo que julgavas ser um temporal que nunca mais tinha na tua vida!
FAZ-ME COMEÇAR A VIVER!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Os passos do Desejo de ter um Beijo *.*


As palavras quando estou contigo tornaram-se bem gastas, mal consigo dizer-te nada sem corar, sem me rir. Os olhares intensos já se tornaram, os risos ainda mais ingénuos ficaram, mas são indispensáveis, os abraços deixaram de ser duma pura amizade e ambos sabemos disso melhor que ninguém, o tocar tornou-se um prazer, pois esquecer a primeira vez em que as mãos se entrelaçaram e seguiram o seu rumo até ao destino pretendido é algo que não conseguimos nem sequer pretendemos esquecer.
O som da tua voz permanece na minha cabeça horas e horas, por mais que tente abstrair-me, que tente pensar noutra coisa, é me IMPOSSÍVEL, quer tu queiras quer não, tu tornaste em alguém que se fixou na minha cabeça, que por vezes me faz pôr um sorriso na cara, por outro lado faz-me derramar lágrimas e a relembrar constantemente que somos só amigos, mas por muito que me custe tudo isto ser tão complicado eu amo a sensação de gostar de ti e esse gostar faz-me sentir bem. Só que aprendi a não complicar o que complicado já é e se as coisas são assim, não desisto mas também nao insisto, tenho mais é que esperar e ver no rumo que esta história dará.
Por último, noto algo bem mais importante que tudo o resto :
Os beijos de cumprimento cada vez que nos encontramos deixaram de fazer sentido, pois sentimos aquele desejo que se torna mais intenso cada vez que estamos juntos, já só pensamos no momento em que chegará a parte do verdadeiro beijo. Mas as palavras não saem, ambos ficam à espera que o outro seja o primeiro a dar o passo e com tanta hesitação nada se desenvolve.
Passo por ti e apetece-me tomar medidas radicais e pegar-te pelos colarinhos e dizer-te " eu vou-te beijar e acabar com todo este sofrimento" depois passaria à acção de por tudo em "pratos limpos" e beijar-te dumas vez por todas. Mas não consigo, bloqueio, fazes-me sentir alguém que é incapaz de coordenar os seus próprios movimentos e precisa que alguém lhe diga o que deve fazer e assim eu não sou nem nunca fui, por isso vê bem onde já chegamos.
O que mais custa é que já admitimos que sentíamos algo um pelo o outro, mas há momentos em que ficamos à toa sem saber o que se passa agora na cabeça um do outro e se o sentimento ainda existe. Ainda por mais, aparecem aqueles sonhos durante a noite em que tu te tornas o protagonista do meu filme e que pelo menos durante aquelas horas em que entro no meu mundo de fantasia, eu realizo o meu desejo:
Estou contigo, muito próxima de ti, sinto que apenas queria sentir o gosto dos teus lábios, poder sentir os teus lábios vermelhos a tocar nos meus e ligeiramente fechar os olhos para poder sentir de forma apropriada o momento esperando que ele nunca mais termine, passa de um toque ligeiro de lábios, para o abrir , mas sempre a tocarem-se, trocarem carinho, trocarem amor, trocarem todos os momentos por aquele que tanto ansiei, sentir as tuas mãos a tocarem-me na parte de trás do pescoço e no cabelo, sentir o teu carinho não através das palavras porque estas já não podem dizer mais nada a não ser aquele beijo apaixonado que nunca mais termina e que sentimos com tanta ternura, com tanto desejo e prazer. Sinto os meus joelhos a fraquejar e o meu desejo cada vez mais a aumentar, tenho receio de tudo naquele momento : Gostará?! Sinto o meu corpo a reagir de forma diferente as minhas bochecas a corar, como se a minha vida começasse ali e eu estivesse a aprender tudo do zero. Sinto as minhas mãos a tremer mas sempre a tocarem em ti, porque preciso de te sentir mais do que nunca, sentir o teu calor , o teu perfume, o teu sentimento naquele momento. Quando acaba, os lábios afastam-se e os olhos lentamente se abrem e olham-se profundamente para ter a certeza que aconteceu e com um sorriso meigo e muito inocente troco contigo e aí percebo que sim , tudo o que passei contigo valeu a pena para dar os passos de um desejo passando para um profundo beijo que só queremos que se repita mais e mais vezes e desta vez poderemos trocar de novo os olhares, as palavras, o risos, o entrelaçar de mãos, ter uma razão mais obvia para a tua voz ser uma espécie de consciência que vagueia na minha mente a toda hora e ,aí percebo que talvez haja um futuro naquilo que nem presente parecia ser.
Talvez possa estar contigo, posso continuar a mostrar e a lutar por ti, talvez o
"agora não"dito por ti passe a ser o" vamos tentar, não custa nada" .
Quem sabe se este sonho deixa de ser a fantasia do meu mundinho e aquelas histórias com final feliz para sempre porque dessas não quero, não quero que a história acabe. Dizem que os sonhos se tornam realidade, então?! Quero ver isso mais do que nunca. Agora mesmo! Na próxima hora, minuto e segundos.
Um sonho é apenas um caminho por onde vou dando os meus passos para aquilo que realmente desejo e que se encaminha para um eterno beijo.
Beijos, Ninocas *.*

o Beijo :
Um beijo em lábios é que se demora e tremem no abrir-se a dentes línguas tão penetrantes quanto línguas podem. Mais beijo é mais. É boca aberta hiante para de encher-se ao que se mova nela. É dentes se apertando delicados. É língua que na boca se agitando irá de um corpo inteiro descobrir o gosto e sobretudo o que se oculta em sombras e nos recantos em cabelos vive. É beijo tudo o que de lábios seja quanto de lábios se deseja.
Jorge de Sena.