Pensamentos, Marias/Josés Capazes
terça-feira, 11 de junho de 2013
Coimbra, Coimbra ...
"- Não há vida antes das 16h.
- Não há sono antes das 4h.
- Rotina não existe. Vai para a festa na terça e descansa no sábado.
- Pessoas começam a beber à meia noite, saem de casa às 2h e entram na festa às 5h.
- O almoço vira jantar, e jantar vira lanche, o lanche vira café-da-manhã, o café-da-manhã vira almoço.
- A faculdade nunca foi tão perto: apenas atravessar uma praça.
- A faculdade nunca foi tão longe: subir as Monumentais.
- Não existe lugar pequeno. Sempre há espaço pra mais um.
- Qualquer lugar da casa pode virar uma pista de dança, qualquer casa pode virar uma festa
- Os shots não matam (mas o desafio do Bigorna, sim!)
- O vinho de mesa e a sangria barata reinam.
- As moedas de 1 e 2 centimos são extremamente valiosas.
- Jantar é um evento. Jantar fora, então , é O evento. E jantares de grupo, independente do cardapio, só significam 'Bebidas de graça'.
- Sair com 5 euros é riqueza.
- O meio de comunicação é o SMS (mesmo se a pessoa com quem queres falar está no quarto ao lado).
- Só se compra o que for da marca do próprio supermercado.
- vais enjoar da lasanha Pingo Doce na primeira semana.
- O Mc Donald’s é o melhor amigo da preguiça.
- Kebab é vida.
- Não existem adultos: somente jovens e idosos.
- Traição é traição. Romance é romance. Amor é amor. E um lance é um lance.
- Os esquentas são melhores do que as próprias festas. Algumas vezes, simplesmente não vais conseguir chegar à festa.
- Subir a quebra-costas em direçao ao cabido, 5 vezes por semana, é a academia.
- Depois do penalty, só Deus sabe.
- “Ana Júlia” não sai de moda.
- É possível viver sem televisão, manicure e feijão.
- É impossível viver sem internet e TV’s piratas online.
- Os saldos fazem com que as pessoas tenham menos criatividade na hora de se vestir.
- TUDO é improvisado.
- As pessoas ficam pálidas e engordam misteriosamente.
- conheces melhor os pontos turísticos no interior da Croácia, do que os de Coimbra.
- Subimos e descemos, descemos e subimos, o tempo todo, todo o tempo.
- Não importa aonde vás, sua roupa vai voltar cheirando a cigarro.
- A família se expande.
- Todo dia alguém chega.
- Todo dia alguém vai embora..."
sábado, 18 de maio de 2013
Um bicho irritantemente belo na sua tremenda complicação
Um outro ponto de vista:
Ela é um bicho estranho que me faz perder a cabeça, seja por uma boa ou ma causa. Ela pode ser o meu auge da vida ou mesmo a minha destruição. Aqueles olhos fenomenais que me fazem perder a cabeça; a boca pequena que transmite grandes palavras que afectam sempre o meu peito, seja apenas como uma pena, ou como uma faca que vai fazer doer. Deixa qualquer pessoa confusa: é um bicho teimoso, um bicho fodido.É difícil lidar com ela, acho que nem ela consegue lidar consigo mesma.
Aquele mau feitio que se alastra cada vez que percebe que não tem razão, mas o seu orgulho não permite ceder a ninguém e argumentará sempre, mesmo dizendo as maiores barbaridades...
O beicinho que faz quando não consegue exactamente o que quer, porém sabe que a qualquer altura é capaz de funcionar com as pessoas que realmente a amam e que lhes custa tanto dizer-lhe um simples não. Bicho perspicaz que é...
É das pessoas mais expressivas que conheço: capaz de transmitir tudo o que lhe passa pela cabeça, naquele preciso momento. Reagir a cada palavra que lhe é dirigida, reagir a cada situação que o seu campo visual é capaz de "apanhar." Não consegue deixar de ser transparente e, por vezes, isso torna-se algo difícil para interacção com os outros. Pois. senão gosta, nem sequer tenta amenizar as emoções. É simples e puramente IMPULSIVA dizendo/reagindo momentâneamente, acompanhando com a expressão facial, gestos, símbolos que terão sempre o seu significado, se conseguirmos decifrá-la, é claro!
Juro que já a tentei decifrar, alguém consegue?Eu ainda não consegui....
Depois do que acabo de escrever, parece uma rapariga comum no meio de tantas que todos os rapazes ou pais descrevem... Todavia, acreditem, tem o seu factor único que me deixa de boca aberta, derretido cada vez que a imagino: Aquele sorriso que encanta... Não é perfeito, esconde por vezes muita dor e sofrimento, mas é capaz de dar um muito sofrido a quem precisa. Não faz qualquer som quando se ri. Então se for uma risada, é capaz de lhe tirar o fôlego e fazer com que a parte dos abdominais fiquem a doer. Posso arriscar-me a afirmar que é uma viciada em sorrir e rir, faz sentido? Claro que faz... Para mim, tudo nela, mesmo aquilo que não faz sentido, ganha sentido aos meus olhos.
A forma dela ser vicia-me: coloca sempre alguém à frente dela, mesmo que esteja a bater no fundo, o olhar dela é tão profundo que consegues ver quase a sua essência. Embora, ela esteja sempre a dizer: "ninguém me conhece na totalidade, nem os meus pais, nem eu. Eu, todos nós, escolhemos o que queremos dar a conhecer, só quando não conseguimos esconder o que pretendemos é que deixamos cair um pouco do véu e mostramos partes de nós que ninguém esperava, o que pode trazer desilusão."
Eu quero me iludir ao ponto de me surpreender com cada característica, detalhe, pormenor que ela ainda tem para me mostrar e que nem ela imagina que detém. Afinal de contas, nós conseguimos ver detalhes na pessoa que, nem essa pessoa consegue ver nela mesma.
Eu não espero que seja tudo bom, pois acreditem, há momentos em que odeio cada característica dela que me enerva e me tira do sério, mas faz-me pensar que ela não está a esconder isso de mim. Não está a ser hipócrita, portanto se for mau quero conhecer na mesma, arriscar algo que até me poderá causar alguma mágoa.
Aos meus olhos ela é um bicho teimoso, orgulhoso, presunçoso, preguiçoso, um bicho mesmo à humano, um bicho lixado. É o tal bicho que me faz querer conhecer, que me fez aperceber de cada coisinha presente nela.
Um bicho cheio de caracóis que me fazem crer que, cada caracol é a verdadeira montanha russa por que ela já passou e ainda vai passar ao longo da sua vida.
Tudo nela físico, corrobora a ideia mental que tenho dela, tirando uma ou outra excepção...
Aquele Bicho especial que atrai atenção das pessoas que lhe são próximas, é o bicho do mundo de alguém. É simplesmente um Bicho *.*
( Hoje, escrevi pelas palavras de uma outra pessoa que vê desta forma a rapariga, não como alguém apaixonado, mas como alguém que se encanta por um ser humano aparentemente normal,complicado, com qualidades únicas que fascinam as pessoas mais próximas Não se trata de amor, mas de caracterizar um pouco o bicho que cada uma de nos, mulheres, consegue ser. Já dei muitas vezes o meu ponto de vista, sendo eu uma rapariga. Mas desta vez, pus me no lugar do pensamento das pessoas que olham de "fora" e com outros olhos)
sexta-feira, 17 de maio de 2013
"Carta" de mim para ti, para nós. "Carta" pouco sábia, mas algo carinhosa.
De: Mim
Para: Ti (faz sentido)
Não é uma carta regular, não vai directamente para os correios. É algo inovador que quero que tu e quem lê a carta, perceba que as palavras que te estou a "escrever" servem para aquilo a que chamamos de Amizade, seja lá isso o que for para cada um de nós, não é verdade? Visto que nos dias que correm, cada um tem a sua própria definição das palavras mais usadas sem qualquer sentido... Mas como eu sou diferente, sei o que significa e comprovo isso cada vez mais com cada um de vocês, que permanece "junto" a mim dia após dia.
Se há coisa que aprendi contigo, minha voz da razão, é que só sabemos o que é estar em casa quando sentimos realmente saudades e quando regressamos nos sentimos tão bem. Não vou mentir que isto foi tudo o que quis e insisti neste meu sonho caro e difícil de prosseguir. Mas precisei de o fazer por diversas razões, Às quais não irei mencionar, sabendo que tu sabes!
Como a letra da música diz: "Only hate the road when you’re missin’ home". Não há nada como nossa casa e por casa digo mesmo família, e por família não me refiro a laços de sangue ou algo do género, mas também àquela que escolhemos fazer parte da nossa vida para sempre, ou melhor, sempre não gosto de usar. Podemos, no entanto, dizer eterno enquanto dura. Sempre ouvi tal expressão, que de alguma forma, sempre fez todo o sentido para mim.
Tu que enches os meus olhos e pensamentos com razao, que me ensinas a entender coisas da vida que não entendo, até mesmo aqueles que não é suposto entendermos. Enches os dias com sorrisos ou lágrimas. Tu, sejas tu quem fores (serve para muita gente a carta que te escrevo, nao leves a mal), que quando nos chateamos precisamos sempre de tempo sem falar, ou sem resolver. Porque mesmo chateados algo nos diz que não vamos deixar de gostar um da outro, são coisas que fazem parte. Nem sempre é necessário estar tudo no seu auge, nem sempre falamos, andamos para todo o lado juntas/os.
É certo, há sempre aquele momento em que nos apercebemos que as coisas vão mudar, que vai custar, vai ser tão diferentes que vamos mesmo chegar a pensar o quão deslocados estamos naquele momento. O quão difícil se torna olhar para alguém novo e dar uma oportunidade de tentar fazer parte de nós, porque achamos sempre que nunca chegará aos calcanhares de quem já faz.
A verdade é que necessitamos de dar essa oportunidade, porque mesmo afastados estamos juntos, isto até que faz sentido se tu, que lês a carta e a quem me dirijo, pensarem bem nisso.
Pára de te deixares abater pelas dificuldades, bates no fundo e toca a levantar esse rabo para arranjares solução de saíres daí. Seguir caminhos diferentes não implica obrigatoriamente terminar uma relação de anos, meses, o que seja. Mesmo não havendo os momentos constantes, existe a cumplicidade que sempre houve. Haverá pessoas que vão querer seguir outro rumo e escolhem seguir sem ti, não significa que não sejas importante ou não foste, mas aconteceu. Não foi algo premeditado ou que quisessem, mas nem sempre as coisas tomam o rumo do final feliz por que todos anseiam. É preciso tomar decisões, e quando sabemos que já não conseguimos dar nada mais a essa pessoa, fazê la feliz, então a melhor coisa a fazer e a pior é largar, libertar essa pessoa.
Tu não o fizeste! afastas-te, enervas-me, deixas-me a chorar e a sorrir. Mas sobretudo dás-me quase todos os dias a certeza de que a escolha que fiz em manter-te a ti e a outras pessoas na minha vida, foi a decisão mais acertada e das únicas certezas na vida. Só considero amizade, quando esta se torna uma certeza e tu conseguiste ser uma razão que me mostra muitos lados da vida para além do meu.
Com esta carta, quero que penses seriamente que, seja qual for a fase que te encontres agora (assim como eu estou numa má fase) os ombros de chumbo e portos de abrigo estão algures dentro de ti e a vaguear por esse mundo que pode ser só Teu, se o quiseres "adoptar". Mas trata-o bem, porque em segundos pode se desmoronar se não prestares atenção aos pequenos detalhes que darão origem aos maiores.
Com tal estranha carta, não tão sábia, mas com orgulhosas palavras, eu despeço-me com todo o carinho do mundo, na esperança de que leias e te revejas nas palavras que escolhi para aqui colocar. Que percebas que isto é um "abre-olhos", uma eterna saudade, uma miudíce de sermão e sobretudo uma amizade que será eterna enquanto durar e conhecendo-te como te conheço dentro de mim, bem junto de mim, sei que será tão longa, quanto o tricot que iremos fazer durante anos na nossa velhice.
Beijinhos, tua Ninó :D *.* ( Carta para a Susana... Esta é dedicada a ti e no fundo a muita gente que se revê nestas palavras e nesta amizade)
Para: Ti (faz sentido)
Não é uma carta regular, não vai directamente para os correios. É algo inovador que quero que tu e quem lê a carta, perceba que as palavras que te estou a "escrever" servem para aquilo a que chamamos de Amizade, seja lá isso o que for para cada um de nós, não é verdade? Visto que nos dias que correm, cada um tem a sua própria definição das palavras mais usadas sem qualquer sentido... Mas como eu sou diferente, sei o que significa e comprovo isso cada vez mais com cada um de vocês, que permanece "junto" a mim dia após dia.
Se há coisa que aprendi contigo, minha voz da razão, é que só sabemos o que é estar em casa quando sentimos realmente saudades e quando regressamos nos sentimos tão bem. Não vou mentir que isto foi tudo o que quis e insisti neste meu sonho caro e difícil de prosseguir. Mas precisei de o fazer por diversas razões, Às quais não irei mencionar, sabendo que tu sabes!
Como a letra da música diz: "Only hate the road when you’re missin’ home". Não há nada como nossa casa e por casa digo mesmo família, e por família não me refiro a laços de sangue ou algo do género, mas também àquela que escolhemos fazer parte da nossa vida para sempre, ou melhor, sempre não gosto de usar. Podemos, no entanto, dizer eterno enquanto dura. Sempre ouvi tal expressão, que de alguma forma, sempre fez todo o sentido para mim.
Tu que enches os meus olhos e pensamentos com razao, que me ensinas a entender coisas da vida que não entendo, até mesmo aqueles que não é suposto entendermos. Enches os dias com sorrisos ou lágrimas. Tu, sejas tu quem fores (serve para muita gente a carta que te escrevo, nao leves a mal), que quando nos chateamos precisamos sempre de tempo sem falar, ou sem resolver. Porque mesmo chateados algo nos diz que não vamos deixar de gostar um da outro, são coisas que fazem parte. Nem sempre é necessário estar tudo no seu auge, nem sempre falamos, andamos para todo o lado juntas/os.
É certo, há sempre aquele momento em que nos apercebemos que as coisas vão mudar, que vai custar, vai ser tão diferentes que vamos mesmo chegar a pensar o quão deslocados estamos naquele momento. O quão difícil se torna olhar para alguém novo e dar uma oportunidade de tentar fazer parte de nós, porque achamos sempre que nunca chegará aos calcanhares de quem já faz.
A verdade é que necessitamos de dar essa oportunidade, porque mesmo afastados estamos juntos, isto até que faz sentido se tu, que lês a carta e a quem me dirijo, pensarem bem nisso.
Pára de te deixares abater pelas dificuldades, bates no fundo e toca a levantar esse rabo para arranjares solução de saíres daí. Seguir caminhos diferentes não implica obrigatoriamente terminar uma relação de anos, meses, o que seja. Mesmo não havendo os momentos constantes, existe a cumplicidade que sempre houve. Haverá pessoas que vão querer seguir outro rumo e escolhem seguir sem ti, não significa que não sejas importante ou não foste, mas aconteceu. Não foi algo premeditado ou que quisessem, mas nem sempre as coisas tomam o rumo do final feliz por que todos anseiam. É preciso tomar decisões, e quando sabemos que já não conseguimos dar nada mais a essa pessoa, fazê la feliz, então a melhor coisa a fazer e a pior é largar, libertar essa pessoa.
Tu não o fizeste! afastas-te, enervas-me, deixas-me a chorar e a sorrir. Mas sobretudo dás-me quase todos os dias a certeza de que a escolha que fiz em manter-te a ti e a outras pessoas na minha vida, foi a decisão mais acertada e das únicas certezas na vida. Só considero amizade, quando esta se torna uma certeza e tu conseguiste ser uma razão que me mostra muitos lados da vida para além do meu.
Com esta carta, quero que penses seriamente que, seja qual for a fase que te encontres agora (assim como eu estou numa má fase) os ombros de chumbo e portos de abrigo estão algures dentro de ti e a vaguear por esse mundo que pode ser só Teu, se o quiseres "adoptar". Mas trata-o bem, porque em segundos pode se desmoronar se não prestares atenção aos pequenos detalhes que darão origem aos maiores.
Com tal estranha carta, não tão sábia, mas com orgulhosas palavras, eu despeço-me com todo o carinho do mundo, na esperança de que leias e te revejas nas palavras que escolhi para aqui colocar. Que percebas que isto é um "abre-olhos", uma eterna saudade, uma miudíce de sermão e sobretudo uma amizade que será eterna enquanto durar e conhecendo-te como te conheço dentro de mim, bem junto de mim, sei que será tão longa, quanto o tricot que iremos fazer durante anos na nossa velhice.
Beijinhos, tua Ninó :D *.* ( Carta para a Susana... Esta é dedicada a ti e no fundo a muita gente que se revê nestas palavras e nesta amizade)
quarta-feira, 3 de abril de 2013
As marcas do teu ser irritantemente apaixonado perante a minha pessoa dormente
Ter-te aqui junto a mim.
Recuperar o fôlego que um dia perdi e ainda hoje não consigo achar o motivo para isso.
O encontrar-te nos momentos mais inesperados, situações mais indesejáveis e mesmo assim sentir aquele palpitar de querer voltar a sentir o que sentia.
Já não sinto. Não sinto por ti nem por ninguem que ja tenha passado depois de ti pela minha vida. Quem me dera voltar a recuperar esse sentir. De certo não me deixava completamente bem, mas até quando me deixava mal eu não queria perder por nada deste mundo.
Hoje sinto-me completamente longe, abstante disto. Tu deixaste-me assim: apática, dormente a qualquer pessoa que seja potêncial candidato a deixar-me assim e eu a não conseguir, por mais que queira, retribuir ou sentir o que essa pessoa quer transmitir.
Transformaste-me num monstro sem emoções ou sentimentos. Pelos que passaram depois de ti, apenas sinto carinho especial e fico sempre a pensar que não sou boa o suficiente, que nao me merecem. Não consigo corresponder e apenas se torna uma aventura, ao qual todos temos direito. Deixaste-me assim e sem sequer me dares uma explicação.
Só para que saibas, nem contigo consigo voltar a sentir isto, não sei se é bom ou mau, mas sei que pelo menos segui daquela relação que me permitiu sentir tudo e agora não sinto nada, nem contigo nem com ninguem.
Sei que um dia vou recuperar o "ficar sem folego" e sei que aí vou aproveitar e não volto a cometer os mesmos erros, mas sim, terei a oportunidade de cometer novos erros. E tu, sim tu, tu nao vais estar lá para ver. Não vais, porque há muito que tomaste a decisão de sair da minha vida, com todas as tuas razões que faziam sentido no inicio e agora deixaram de ter nexo algum quando volto a relembrar-me. Não me poderás ver a ser outro alguem que aprendeu com tudo, alguem que soube aproveitar e que lidou de forma mais madura com o "ficar sem fôlego" como tu me sabias deixar tão bem. Irei ouvir cada nova canção, musica tocada mas não por ti e conseguirei ouvir mesmo senao der certo. Contigo, nem consigo voltar a ouvir aquilo que me deixava tão bem quando cantavas e tocavas para mim. Agora deixaste de poder cantar ou tocar a música que me deixava derretida e perdida na vida.
Agora o que me "deixa sem fôlego" é o desenrolar da vida que estou a percorrer. O dia a dia que me vai dando surpresas, vai-me deixando sentir um pouco de cada vez, aos poucos. E com muita pena, não fazes mais parte disso e mesmo assim deixaste a tua marca. Mas vai sarar e tu não a poderás voltar a abrir e fazer doer ou permitir que me deixes de novo embasbacada contigo, porque admito, sempre tiveste esse dom em relação à minha pessoa.
Fizeste-me entrar numa corrida contra o tempo, contra a apatia que sinto em relação ao amor, ou até mesmo ao carinho, ao sentimento.
Voltaste a entregar-me o meu mundo e o mundo que um dia foi nosso nas minhas mãos e eu agora só quero largar. Não me julgas por isso pois nao? Nem sequer terias esse direito ou saberias o que isso é. Há muito deixaste saber algo que dissesse respeito a mim que um dia foi entregue nas tuas mãos e tu apenas devolveste.
Até na minha escrita, na minha forma de ver as coisas, na minha forma de falar me deixaste contraditória e sem saber o que pensar ou dizer ao certo. Sinto que sou contraditória. Mas essa contradição permitiu-me "largar" o que há muito continha
http://www.youtube.com/watch?v=DPL_SV3n7IU
Recuperar o fôlego que um dia perdi e ainda hoje não consigo achar o motivo para isso.
O encontrar-te nos momentos mais inesperados, situações mais indesejáveis e mesmo assim sentir aquele palpitar de querer voltar a sentir o que sentia.
Já não sinto. Não sinto por ti nem por ninguem que ja tenha passado depois de ti pela minha vida. Quem me dera voltar a recuperar esse sentir. De certo não me deixava completamente bem, mas até quando me deixava mal eu não queria perder por nada deste mundo.
Hoje sinto-me completamente longe, abstante disto. Tu deixaste-me assim: apática, dormente a qualquer pessoa que seja potêncial candidato a deixar-me assim e eu a não conseguir, por mais que queira, retribuir ou sentir o que essa pessoa quer transmitir.
Transformaste-me num monstro sem emoções ou sentimentos. Pelos que passaram depois de ti, apenas sinto carinho especial e fico sempre a pensar que não sou boa o suficiente, que nao me merecem. Não consigo corresponder e apenas se torna uma aventura, ao qual todos temos direito. Deixaste-me assim e sem sequer me dares uma explicação.
Só para que saibas, nem contigo consigo voltar a sentir isto, não sei se é bom ou mau, mas sei que pelo menos segui daquela relação que me permitiu sentir tudo e agora não sinto nada, nem contigo nem com ninguem.
Sei que um dia vou recuperar o "ficar sem folego" e sei que aí vou aproveitar e não volto a cometer os mesmos erros, mas sim, terei a oportunidade de cometer novos erros. E tu, sim tu, tu nao vais estar lá para ver. Não vais, porque há muito que tomaste a decisão de sair da minha vida, com todas as tuas razões que faziam sentido no inicio e agora deixaram de ter nexo algum quando volto a relembrar-me. Não me poderás ver a ser outro alguem que aprendeu com tudo, alguem que soube aproveitar e que lidou de forma mais madura com o "ficar sem fôlego" como tu me sabias deixar tão bem. Irei ouvir cada nova canção, musica tocada mas não por ti e conseguirei ouvir mesmo senao der certo. Contigo, nem consigo voltar a ouvir aquilo que me deixava tão bem quando cantavas e tocavas para mim. Agora deixaste de poder cantar ou tocar a música que me deixava derretida e perdida na vida.
Agora o que me "deixa sem fôlego" é o desenrolar da vida que estou a percorrer. O dia a dia que me vai dando surpresas, vai-me deixando sentir um pouco de cada vez, aos poucos. E com muita pena, não fazes mais parte disso e mesmo assim deixaste a tua marca. Mas vai sarar e tu não a poderás voltar a abrir e fazer doer ou permitir que me deixes de novo embasbacada contigo, porque admito, sempre tiveste esse dom em relação à minha pessoa.
Fizeste-me entrar numa corrida contra o tempo, contra a apatia que sinto em relação ao amor, ou até mesmo ao carinho, ao sentimento.
Voltaste a entregar-me o meu mundo e o mundo que um dia foi nosso nas minhas mãos e eu agora só quero largar. Não me julgas por isso pois nao? Nem sequer terias esse direito ou saberias o que isso é. Há muito deixaste saber algo que dissesse respeito a mim que um dia foi entregue nas tuas mãos e tu apenas devolveste.
Até na minha escrita, na minha forma de ver as coisas, na minha forma de falar me deixaste contraditória e sem saber o que pensar ou dizer ao certo. Sinto que sou contraditória. Mas essa contradição permitiu-me "largar" o que há muito continha
http://www.youtube.com/watch?v=DPL_SV3n7IU
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Um virar de página silencioso
Ao ponto a que chegamos nós?
Àquele ponto onde agora é apenas o Silêncio que reina e leva a melhor sobre nós. Onde a saudade nos corrói por dentro, mas não é suficiente para nos matar porque ficam as coisas boas.
Mas onde chegámos nós, pergunto-me eu? E pergunto-me que fiz eu de errado? onde eu errei? E a resposta é nula, não existe, porque não há razão que se possa explicar...
Eu preciso de respostas, preciso de saber a razão para poder seguir em frente, virar a página.
A vida levou avante sobre mim. "Somos como somos, não podemos mudar." A verdade é que podemos se assim o quisermos muito e se for por um motivo de força maior.
A mudança é tremenda, é dolorosa. Porém, mais uma vez, não mata...
O que mata é saber que esta mágoa, este mal-estar que sinto por dentro continua. E eu nao percebo o porque. Porquê que me sinto culpada, triste. Porque não sigo apenas em frente...
Talvez porque todos nós tomamos a decisão, em certos momentos, de escolher quem queremos que permaneça ao nosso lado. E quando nos ja temos a escolha feita, percebemos que não somos a escolha de quem que já virou a pagina.
Ao fim de tantas palavras, frases, dedicações, sorrisos, olhares, pequenas discusões, resta o SILÊNCIO.
Esse sim, MATA! Mata tudo aquilo que um dia estava tão presente e agora se tornou apagado e sinto-me apenas uma mera estranha, que um dia fui conhecida e importante. Sinto-me inutil e invisivel aos olhos de quem um dia eu dei muito de mim em tão pouco tempo e vice-versa.
"Deixa correr naturalmente", deixei e correu bem. Correu tão naturalmente que deixou de correr simplesmente e, acredita, foi mais que natural.
" Talvez um dia volte a ser". Não volta, não volta a ser o mesmo. Poderia ser do zero e ser melhor que nunca mas nem isso é.
As palavras tornaram-se gastas e já nem "para bom entendedor meia palavra basta".
Só o silêncio de um abraço do que um dia foi ficou...
Ficam saudades, demasiadas lágrimas, indecisões e tanto por resolver.
Agora entendo que aqueles que escolhi para minha familia, nem todos escolheram aceitar.
Permaneço a mesma, permaneço fiel. E continuo a gostar do que foi e do que é. Deixei de querer saber como vai ser daqui a três anos. O Futuro traiu-me, as minhas lagrimas, as palavras que ouvi, trairam-me e eu deixei, porque continuo a gostar de tudo o que foi.
Contudo, se o passado fosse bom nao seria passado, seria presente. E já vi que não é. Ficam memórias, a elas agradeço por ainda poder olhar para trás e sorrir como sorri naquele momento. Soltei, larguei aquilo que no "HOJE" estava infeliz e nem me dei conta. É o melhor a fazer. Por mim, por ti, seja por quem for. É o melhor.
Obrigado, um obrigdo com ternura. Um grande gosto de ti, um grande abraço e sorriso.
PRECISO DE VIRAR A PÁGINA e vou fazê-lo a meu tempo... Aos poucos... Baby steps.
Chama-se a isto de crescer não é? Chama-se a isto viver não é assim? Então cresceremos e viveremos como assim tem de ser, como assim comanda a lei da vida que virou ciclo do qual todos participamos...
Ninocas *.*
Àquele ponto onde agora é apenas o Silêncio que reina e leva a melhor sobre nós. Onde a saudade nos corrói por dentro, mas não é suficiente para nos matar porque ficam as coisas boas.
Mas onde chegámos nós, pergunto-me eu? E pergunto-me que fiz eu de errado? onde eu errei? E a resposta é nula, não existe, porque não há razão que se possa explicar...
Eu preciso de respostas, preciso de saber a razão para poder seguir em frente, virar a página.
A vida levou avante sobre mim. "Somos como somos, não podemos mudar." A verdade é que podemos se assim o quisermos muito e se for por um motivo de força maior.
A mudança é tremenda, é dolorosa. Porém, mais uma vez, não mata...
O que mata é saber que esta mágoa, este mal-estar que sinto por dentro continua. E eu nao percebo o porque. Porquê que me sinto culpada, triste. Porque não sigo apenas em frente...
Talvez porque todos nós tomamos a decisão, em certos momentos, de escolher quem queremos que permaneça ao nosso lado. E quando nos ja temos a escolha feita, percebemos que não somos a escolha de quem que já virou a pagina.
Ao fim de tantas palavras, frases, dedicações, sorrisos, olhares, pequenas discusões, resta o SILÊNCIO.
Esse sim, MATA! Mata tudo aquilo que um dia estava tão presente e agora se tornou apagado e sinto-me apenas uma mera estranha, que um dia fui conhecida e importante. Sinto-me inutil e invisivel aos olhos de quem um dia eu dei muito de mim em tão pouco tempo e vice-versa.
"Deixa correr naturalmente", deixei e correu bem. Correu tão naturalmente que deixou de correr simplesmente e, acredita, foi mais que natural.
" Talvez um dia volte a ser". Não volta, não volta a ser o mesmo. Poderia ser do zero e ser melhor que nunca mas nem isso é.
As palavras tornaram-se gastas e já nem "para bom entendedor meia palavra basta".
Só o silêncio de um abraço do que um dia foi ficou...
Ficam saudades, demasiadas lágrimas, indecisões e tanto por resolver.
Agora entendo que aqueles que escolhi para minha familia, nem todos escolheram aceitar.
Permaneço a mesma, permaneço fiel. E continuo a gostar do que foi e do que é. Deixei de querer saber como vai ser daqui a três anos. O Futuro traiu-me, as minhas lagrimas, as palavras que ouvi, trairam-me e eu deixei, porque continuo a gostar de tudo o que foi.
Contudo, se o passado fosse bom nao seria passado, seria presente. E já vi que não é. Ficam memórias, a elas agradeço por ainda poder olhar para trás e sorrir como sorri naquele momento. Soltei, larguei aquilo que no "HOJE" estava infeliz e nem me dei conta. É o melhor a fazer. Por mim, por ti, seja por quem for. É o melhor.
Obrigado, um obrigdo com ternura. Um grande gosto de ti, um grande abraço e sorriso.
PRECISO DE VIRAR A PÁGINA e vou fazê-lo a meu tempo... Aos poucos... Baby steps.
Chama-se a isto de crescer não é? Chama-se a isto viver não é assim? Então cresceremos e viveremos como assim tem de ser, como assim comanda a lei da vida que virou ciclo do qual todos participamos...
Ninocas *.*
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
I'll give you my world, but you have to give me the real me.
Dou-te o meu Mundo, dou-te o meu Mundo tal e qual como ele se encontra:
- Virado do avesso, confuso, triste e contente ao mesmo tempo. Um mundo sonhador e, ao mesmo tempo ilusório. Um Mundo ferido e feito em lágrimas já secas.
Dou-te tudo o que é meu e o que não é; o que foi e o que nunca foi. O que nunca quis e nunca será meu, simplesmente dou-te...
Em troca, apenas quero uma coisa de volta: eu mesma!
Quero-me a mim e ao meu Mundo confuso, estranho e complicado... Eu cá me arranjo a "consertá-lo". Se não houver conserto, pelo menos haverá algo nele que eu posso tirar proveito.
Dou-te um "olá!" se me aceitares assim. Se aceitares a minha falta de conserto e as minhas feridas ainda por sarar, abertas e que ainda ardem, mesmo depois de tratadas, como se tivessem sido feitas naquele exato momento. Dou-te o doloroso "Adeus..." se não te encontras disposta a lidar com as minhas cicatrizes e o "eu" que um dia cheguei a ser.Dou-te tudo de mim, tudo o que eu tenho e já não tenho. Mas, por favor, dá-me uma melhor visão do "eu" de hoje, dá-me a mão; o ombro; o sorriso e o porto de abrigo que me servia de consolo na escuridão de um olhar frio e magoado.
Dou-te o envolver de cada caracol presente no meu cabelo, como se fosse a viagem atribulada que nos proporcionas, fazendo-nos acreditar ser uma aventura que inclui uma viagem na montanha russa.
Dou-te o melhor e o pior de mim.
No entanto: Óh Vida! Dá-me um sorriso e um olhar renovado. Dá-me o outro lado das coisas, porque na verdade, muito do que aconteceu de mal e de errado, faz-me pensar que é um "lugar" apenas propício a acontecer de tudo. Porém, foi onde me descobri um dia, onde falei, olhei, amei, sorri e aprendi. É isso, sobretudo predispus-me a viver! A viver tudo aquilo que reservaste para mim...
Agora fugi! Mas não te larguei! Por isso, não me largues tu também, numa vala sem escapatória possível.
Dá-me asas e eu mostrar-te-ei a liberdade de voar. Dá-me o que mais preciso e eu mostro-te que a "saudade é mais uma certeza de que tudo o que um dia foi valeu a pena!"
Apenas quero que saibas que eu sei quem fui, quem quero ser. Eu sei quem sou, simplesmente falta-me sê-lo. Quando eu o for, aí poderei dizer-te que para além de seres tão ilusória, és tão fascinante que eu um dia viverei, viverei à margem daquilo que me deste a conhecer.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Uma questão de largada e fugida. Uma questão de caminhar!
Fugi.
Larguei tudo, ou pensei que larguei.
Será que larguei mesmo?
No final de contas fugi de que? Cheguei mesmo a fugir?
NÃO...
Se gostaria de o ter feito? Talvez, mas para muitos isso nem sequer chega a ser uma opção viável. Fugir? isso é ser medroso/a...
Não fugi, mas se o fizesse não seria medrosa tendo em conta os motivos que me levaram a...
Que interessa o que fiz, quem sou ou quem um dia cheguei a ser? A mim interessa, a mim interessa...
Apenas quero perceber isso por mim, um recomeçar sem deixar o passado para trás Um querer perceber aquilo que nunca me dei ao trabalho de entender.
Um distanciar daquilo que me impedia de ver para além do habitual, do senso comum.
Um distanciamento essencial que me permitisse crescer e sair do ambiente em que me tinha colocado, ou melhor ao que me acostumei por ser o único que me deram a conhecer e eu ter o chamado "medo de sair da caverna". Não pretendo dizer que é como a "alegoria da caverna" mas quando me cingi àquilo que conhecia sem querer conhecer em grande parte o resto da realidade é mesmo que dizer que Platão tinha toda a razão.
Quero uma aproximação de um "eu" verdadeiro que se impôs perante o seu próprio Mundo e quis sair do vazio que por vezes sentia.
Não pretendo um distanciamento dos que sempre lhe foram mais próximos mas por vezes é necessário sentir que se é preciso, de por um travão naquilo que tende ser um constante ciclo vicioso.
As discussões fortes se tornaram, as lágrimas intensificaram-se e fizeram com que o olhar se torna-se distante, um olhar curioso para saber o que haveria para alem disso.
Os sonhos mudaram e, nisso não ha mal nenhum. Eu prossegui o meu, estou a prossegui-lo, se tenho certezas do que estou a fazer? Não, não as tenho. Como deu para ver tenho tantas perguntas e nem sei se tenho resposta para todas, ou pelo menos uma resposta certa. Neste momento é a forma como penso, como vejo, como vivo.
Não estou sozinha em parte, mas sinto que há coisas que tenho de ser eu mesma a percorrê-las. A vivê-las e a conhecê-las. Haverá os chamados "dias de cão" e, julgo estar num desses dias hoje mesmo, mas não me arrependo de ter tomado tamanha decisão, bem maior que o meu pé.
Contrariei muita gente e muito do pensamento de pessoas próximas mas no final fui sempre eu a ter a ultima palavra na minha vida. Se cometer um erro, pelo menos foi porque eu fui teimosa e não porque fui pressionada.
Se fugi? Não. Os problemas estão aqui na mesma, as pessoas, a minha vida. Trouxe tudo comigo. Agora a forma como os resolvo é que confirmará se a minha fuga foi confirmada ou apenas mais uma ilusão para muita gente.
Eu procuro o meu olhar de volta, o meu sorriso de "ponta a ponta" e o revelar de tantas coisas que não saberia existir senão saísse do "quadrado" em que me enfiei por não querer alterar o que conformado estava!
Segui.
Não larguei tudo.
Escolhi.
Cresci.
Sigo vivendo de maneira diferente, mas de forma digna.
Sigo caminhando, lágrimas se verterão, sorrisos se lançarão, erros serão cometido. Mas eu sigo caminhando...
Larguei tudo, ou pensei que larguei.
Será que larguei mesmo?
No final de contas fugi de que? Cheguei mesmo a fugir?
NÃO...
Se gostaria de o ter feito? Talvez, mas para muitos isso nem sequer chega a ser uma opção viável. Fugir? isso é ser medroso/a...
Não fugi, mas se o fizesse não seria medrosa tendo em conta os motivos que me levaram a...
Que interessa o que fiz, quem sou ou quem um dia cheguei a ser? A mim interessa, a mim interessa...
Apenas quero perceber isso por mim, um recomeçar sem deixar o passado para trás Um querer perceber aquilo que nunca me dei ao trabalho de entender.
Um distanciar daquilo que me impedia de ver para além do habitual, do senso comum.
Um distanciamento essencial que me permitisse crescer e sair do ambiente em que me tinha colocado, ou melhor ao que me acostumei por ser o único que me deram a conhecer e eu ter o chamado "medo de sair da caverna". Não pretendo dizer que é como a "alegoria da caverna" mas quando me cingi àquilo que conhecia sem querer conhecer em grande parte o resto da realidade é mesmo que dizer que Platão tinha toda a razão.Quero uma aproximação de um "eu" verdadeiro que se impôs perante o seu próprio Mundo e quis sair do vazio que por vezes sentia.
Não pretendo um distanciamento dos que sempre lhe foram mais próximos mas por vezes é necessário sentir que se é preciso, de por um travão naquilo que tende ser um constante ciclo vicioso.
As discussões fortes se tornaram, as lágrimas intensificaram-se e fizeram com que o olhar se torna-se distante, um olhar curioso para saber o que haveria para alem disso.
Os sonhos mudaram e, nisso não ha mal nenhum. Eu prossegui o meu, estou a prossegui-lo, se tenho certezas do que estou a fazer? Não, não as tenho. Como deu para ver tenho tantas perguntas e nem sei se tenho resposta para todas, ou pelo menos uma resposta certa. Neste momento é a forma como penso, como vejo, como vivo.
Não estou sozinha em parte, mas sinto que há coisas que tenho de ser eu mesma a percorrê-las. A vivê-las e a conhecê-las. Haverá os chamados "dias de cão" e, julgo estar num desses dias hoje mesmo, mas não me arrependo de ter tomado tamanha decisão, bem maior que o meu pé.
Contrariei muita gente e muito do pensamento de pessoas próximas mas no final fui sempre eu a ter a ultima palavra na minha vida. Se cometer um erro, pelo menos foi porque eu fui teimosa e não porque fui pressionada.
Se fugi? Não. Os problemas estão aqui na mesma, as pessoas, a minha vida. Trouxe tudo comigo. Agora a forma como os resolvo é que confirmará se a minha fuga foi confirmada ou apenas mais uma ilusão para muita gente.
Eu procuro o meu olhar de volta, o meu sorriso de "ponta a ponta" e o revelar de tantas coisas que não saberia existir senão saísse do "quadrado" em que me enfiei por não querer alterar o que conformado estava!
Segui.
Não larguei tudo.
Escolhi.
Cresci.
Sigo vivendo de maneira diferente, mas de forma digna.
Sigo caminhando, lágrimas se verterão, sorrisos se lançarão, erros serão cometido. Mas eu sigo caminhando...
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