sexta-feira, 18 de abril de 2014

É necessário abrir os olhos: os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.

"É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver." Gabriel García Marquez


Tento arranjar motivos para sentir o que sinto, tento arranjar razão para tanto desejo. Não há!
Mas gosto de sentir, todos gostamos de sentir algo e eu... Eu sinto tão intensamente que caio na dor da intensidade.
Sofro com o sentir, mas não vivo sem sentir.
A apatia para mim é fútil, é sentir-me inútil até mesmo na minha própria racionalidade.  
Os meus olhos dizem tudo o que tento explicar, tudo o que não consigo explicar. É preciso encontrar a paz interior, é preciso encontrar meio termo no mundo dos sentimentos.
Não gosto de meios-termos, mas sei que preciso de equilíbrio. O que menos tenho é equilíbrio e por vezes, tenho picos de bipolaridade no meu interior.
Aproveitar a vida implica ter de viver de tudo: mesmo que isso implique sofrimento, momentos em que estar presa é tudo o que menos queremos. E ao mesmo tempo, estarmos no pico mais alto da felicidade.
Apercebi-me que o meu sorriso não tem razão para existir, mas uso-o muitas vezes na busca para que tudo corra bem. 
Apercebi-me que a vida tem tendência a piorar antes sequer de melhorar.
Aventuro-me no mundo das emoções e dos sentimentos, ou sinto que da mesma forma não seria eu.
Mas a questão essencial é: Quem realmente eu sou?
Misto de sentimentos contraditórios que vivem em eterno paradoxo.
Nunca fez mal fechar os olhos, nem nunca fez mal abrir de mais... Mas viver em constante intensidade começou a provocar-me dor.
Existem os eternos "e se..." e eu não gosto mesmo nada deles.
Acho que ninguém gosta e no entanto, toda a humanidade vive em constante arrependimento e sofrimento. Muito por culpa própria, mas eu não quero ser assim. Mas em que medida sou eu diferente? simplesmente não sou... Não fui feita para mudar o Mundo sozinha.
Eu fui feita aos olhos da vida, e dos sentimentos que não precisam de motivo, ou desejos que precisem de razões. Fui feita para olhar a vida com olhos de quem quer ver..
Não fui feita para ser espectadora da vida, não gosto que as coisas me passem ao lado, que veja tudo a passar-me. 
Procuro muita coisa, e procuro o contrario de mim também.
CLICHÉS! A vida torna-se um cliché, este texto também.
É preciso para de sobreviver, de respeirar apenas... Já é hora de parar de lutar por isso e só por isso. É preciso fazer mais do que existir...
A lei da sobrevivência eu já passei com sucesso e distinção
, ou hoje eu não estaria aqui. Simplesmente agarrei a oportunidade de viver e a vida encarrega-se de me mostrar isso todos os dias. Porque sofrer e ser feliz, é sentir algo,  é trazer à tona o melhor e o pior de nós.
E se não aprendermos a lidar com o nosso pior, com certeza não saberemos nem merecemos o nosso melhor...

"A vida não é mais do que uma contínua sucessão de oportunidades para sobreviver" 

sábado, 5 de abril de 2014

In Memoriam- Perda d'um Mundo inacabado (referência a PedRodrigues)

In memoriam 


"E no final das contas descalcei-me e deixei que a areia se misturasse com os meus dedos. Avancei, sem medo, até onde as ondas partiam. A água gelava-me os ossos. Naquele momento pensei “se me deixar ir, acabou-se”. Mergulhei e deixei que a água salgada diluísse os meus pensamentos. Parei de respirar por instantes. Fiquei suspenso numa espécie de duelo de memórias. Em todas elas assombravas-me. Perseguias-me através do tempo. Não me deixavas partir. Bastava que me largasses a mão. “Larga-me a mão”, pensava. Mas tu não largavas. Não por teimosia. Nunca por teimosia. Não estavas preparada, só isso. Eu ali, no meio daquele mar, tão imenso, tão gelado. “Deixa-me ir” implorava-te. Tu não deixavas. Querias que ficasse. Nem que fosse apenas por um segundo. Querias que ficasse e te dissesse que tudo estava bem. Não estava. Na imensidão do mar percebi a minha pequenez. Nas mãos daquele gigante líquido eu era apenas uma migalha. Percebi a minha pequenez. “Deixa-me ir”, mas tu não deixavas. Para ti não era apenas uma migalha. Era mais que isso. Plantaste em mim o teu mundo e viste-o crescer nos meus olhos. Também tu foste o meu mundo. Continuas a ser o meu mundo. Conheço todos os meridianos do teu corpo. Plantei em ti o meu mundo e vi-o crescer nos teus olhos. E assim sendo, eu fico e não vou. Fico por ti. Porque te amo. Porque te preciso. Eu fico e não vou. Deixa-me só sair daqui. Deixa-me só regressar. Não me deixo ir. Busquei um pouco de ar. Nadei até terra e deitei-me de barriga para cima, na areia. O meu corpo estava gelado e não estavas lá para me aquecer. Agarrei-me ao que restava de ti, às memórias de ti, e levantei-me. Olhei o céu uma última vez à tua procura. “Se me tivesse deixado ir, acabava-se”, mas tu não me deixaste ir. Querias que ficasse. Por isso fiquei. Por ti fiquei. Porque apesar de ter perdido o meu mundo, não permito que percas o teu." - PedRodrigues (http://pedrodrigues.blogspot.pt/2014/03/in-memoriam_26.html)

Quando as minhas palavras não bastam para explicar o quanto me perdi nesta jornada, em todas as jornadas. Na jornada até de pertencer ao teu mundo como eu sei que pertenço e sempre pertenci, mas nunca o senti verdadeiramente. Porque tu, tu não permitiste, escondeste, omitiste e finges que estás melhor assim.
Que estejamos todos bem assim... Não percas o teu rumo, como eu estou a perder o meu. Um dia vou-me encontrar, e talvez aí eu já encontre o mundo a que pertença, e o carinho permaneça em todas as eras da vida a que o tempo um dia me levou!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Crónica da Amizade Intemporal: Correntes do tempo

Procuro muitas vezes as palavras que me faltam para expressar o que ainda ficou por transmitir.
A verdade é que, não há nada que consiga fazer para que isso aconteça, principalmente, quando é algo que me transcede.
É puro com todas as suas chagas, todos os seus detalhes, todos os seus pseudo-dramas, dramas e dramatizações. Especulações, esperanças, ternura, carinho e, por vezes, insegurança de tanta segurança.
Não sei como explicar aquilo que sinto... Sei apenas que sinto e sinto demasiado.
Sinto tanto, que acabo por sofrer com o que sinto.
A falta faz-me sentir tão sozinha, no meio de tanta gente. Mas não existe ninguém que perceba como vocês me percebiam, apenas com o olhar. Ninguém para se rir das mais pequenas expressões, interjeições ou até mesmo ironias.
Penso muitas vezes que é desta: é desta que me deixam e vão partir, porque todos nós seguimos rumos diferentes, e nós não somos diferentes... Todavia, somos únicas, quando sabemos bem que o esforço é quase nulo quando nos entregamos a esta corrente de união que une 6 mulheres há 8 anos. Quando o esforço é maior, quando vemos que a corrente é contraria a nossa maré.
Quando sabemos o quanto damos de nós a cada uma...
Perfeita noção, temos nós, quando o que todas procuramos é o mesmo porto de abrigo que nos acolheu há 8 anos atrás.
O que nos juntou, não é o mesmo que nos separa, mas é o mesmo que nos traz de volta alguma réstia de esperança do que ficou, para revivermos. Vivemos agarrados por algo que nos faz acreditar, faz parte da essência do Ser Humano, acreditar em algo que nos faça sentir seguro.
Orgulho é o que sinto por vocês...
Saudade é o que me corrói....
Insegurança por me querer voltar a sentir, novamente segura nos vossos braços, sermões, sorrisos e mal-entendidos, vozes da razão e gargalhadas partilhadas.
Todos nós com os nossos defeitos!
Cometidos os erros... Erros ainda por cometer...
Há sempre forma de encontrar o perdão, mas no perdão do afastamento é sempre inseguro o esquecimento, para que tudo se recomponha.
Já foi mais facil, já se tornou mais dificil...
Ainda procuro largar a nostalgia e passar a viver aquilo que, hoje me deixa melancólica.
Não há nada que vos leve do meu coração encarcerado, fechado a 7 chaves. Contudo, também já houve muito que vos mantivesse unidas no espaço do meu peito.
A vocês me entreguei: entreguei a chave da porta da minha vida e não ficará entre-aberta, porque para vocês estará aberta para entrarem e fechada  para que sair, não seja mais uma opção, a não ser que o motivo seja a infelicidade.
Não me larguem, por favor!
Não me deixem voar, sem voar uma vez convosco e, retornar ao voo a meio caminho!
Não há borracha que apague o que eu escrevi convosco, mas também não há caneta permanente que faça durar para sempre.
"É eterno enquanto durar", assim o dizem... Por favor, duremos para sempre?
"São meras palavras, escritas pelo tempo"  correu tão natural que me faz ambicionar e querer mais do que aquilo que nunca me prometeram.
Até o silêncio dos nossos momentos, acabaram por me parecerem promessas feitas e esperança acumulada que me mantém feliz. Ou, pelo menos, quando o pensamento não vagueia cheia de duvidas e inseguranças que atormentam as certezas de anos.
Mulheres da minha vida são vocês, são a minha força!
Sem a corrente que nos une, eu quebro asa e perco a sabedoria de voar, ou pelo menos, de saber qual o meu rumo agora.
Resta-me acreditar, depois de duvidar parvamente e temporariamente, que um dia tudo voltará, que a amizade que nos uniu, será a mesma que me ancora, ainda nos dia de hoje....
Que a mulher que sou, poderei partilhar convosco e ser o melhor que posso para cada uma de vocês.
Por favor:
Não há pagina que voe à minima brisa, sem que haja um marcador, rochedo, papiro que proteja.
Não há abrigo sem que haja um porto, uma casa.
Eu escolhi como casa o vosso coração, anseio que não pare de bombear pela nossa amizade.
Adoro-nos, adoro-me quando vos tenho e mais importante: ADORO-VOS
Acho que "sofro" da chamada: Crónica de uma Amizade intemporal



"We are the reckless
We are the wild youth
Chasing visions of our futures
One day we'll reveal the truth"
Youth- Daughter

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Um sorriso com muitas lacunas


“Percebi que os sorrisos servem para uma data de coisas, como por exemplo para tapar buracos que aparecem quando o mar das palavras se transforma em deserto”- Lua de Joana



Sofremos todos do mesmo: dum mar de memórias, de palavras, de vivências das quais não podemos ver-nos livres, mesmo que fosse essa intenção.
Preenchemos as lacunas do nosso sofrimento da melhor forma que conseguimos, mesmo seja essa a pior forma.
Sofremos todos do paradoxo: não queremos viver com... nem podemos viver sem...
Somos tremedamente adaptativos como assim manda a lei da vida, da sobrevivência, neste mundo de "loucos".
Esboçamos sorrisos de todas as formas, de todos os tipos e por todas as razões. Sinceros ou não... Nem ponho isso em questão.
Nem sempre as palavras conseguem expressar tudo, nem sempre chegam, nem sempre nos ocorrem no pensamento. Quando isso acontece, tenho a certeza absoluta que, num mar de palavras, acabo por ficar em pleno deserto. E a tendência que tenho: ^Sorrir. Mesmo que seja um sorriso duvidoso, indeciso, confuso, confiante...
Quando preciso de ter fé naquilo que perdi, animo-me com o som duma gargalhada.
Sofremos todos por perder aquilo que nos habituamos/habituaram a ter, porque nunca nos vimos sem...
Mas também sofremos todos do mesmo mal: Habituarmo-nos rapidamente àquilo que nos deixa abatidos.
Comodidade, Conformidade, hábito, costume... Há primeira vista, inócuas. Com outra visão: fazem-nos perceber que realmente caímos numa realidade a que nos sujeitam e não aquela que queremos criar.
Desistimos muito cedo, mas não gostamos de desistir.
Saber de ante-mão que não vale a pena é uma coisa, desistir porque achamos que a vida é assim é, de facto, e atrevo-me mesmo a dizer, ignorância.
Nem tudo podemos pôr por palavras, nem me atrevo a fazê-lo (aquelas que vamos buscar ao nosso "dicionário de vocábulos"), se assim fosse, seriamos claramente censurados.
Sofremos todos por complicar tanto o que é tão simples, mas temos de admitir, há coisas que tornam o labirinto impossível de percorrer, nem com mapa.
Eu cá não sofro por sorrir, não sofro por gostar de preencher lacunas.
De vez em quando, percorro o baú, de vez em quando tendo a fechá-lo a sete chaves.
Não sei o que é melhor ou pior. Sei que meio termo é coisa que fica dificil de encontrar no meio desta insanidade.
Tapamos buracos com receio de relembrar a verdade. No entanto, considero que dentro da verdade, haja várias verdades que se completam.
Assim como eu me completo quando relembro o baú e como quando decido-o fechar por uns tempos.
Continuo sem saber o que me define: se o relembrar, se o viver... Talvez um pouco dos dois... Vou permanecer algum tempo sem saber.  
Contudo, há algo de muito caraterístico em todos nós: a forma como sorrimos, como encaramos o sorriso e como o ouvimos/vemos.
Meros desvaneios e desabafos de um sorriso que preenche as lacunas que, a memória vai tendendo a "esconder" o mar de palavras que se tornou num deserto ao olhos de quem não as entende, não as consegue usar, ou ouvir. Outras questões se levantaram, mas isso agora, não interessa mesmo nada... 






quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Paradoxo da Sabedoria

Eu não sei muita coisa...
Melhor: não sei de nada.
Ou até sei.
Ás vezes sei mesmo... A ideia é que sabemos e nem sempre fazemos por saber... Duvidamos das certezas que tinhamos, no saber de detinhamos.
Por vezes, apenas ignoramos o que sabemos por achar que é o melhor.
Em certas situaçoes, prefiro mesmo não saber.
Desde quando é que a ignorância fez alguem feliz? Na infância...
Ser ignorante não é bom, mas sabermos o que não queriamos saber, é querer ignorancia, ingenuidade.
Saber o que dizer, o que interpretou, o que ouviu, o que percebeu, o que viu, o que experienciou... Saber nem sempre traz o que mais pretendo, mas sei.
Se é muita coisa? Não, muito pouca até.
Mas sei cada sinal do tom da minha voz, da minha ironia, da minha felicidade, do meu choro.
Saber até sei, mas tu sabes? Será que sei o que devo saber? O que é correto saber? O que tenho a saber?
Como vou eu saber, se as minhas certezes viraram duvidas e as minhas duvidas tornaram-se certezas da pior forma...
Maldito paradoxo que faz com que, o que eu detenho me encha de pensamentos, ideias, duvidas extremamente ridiculas que me trazem a este ponto.
Já Carl Jung dizia:
" Uns sapatos que ficam bem a um, serão pequenos para o outro. Não existe uma receita da vida que sirva para todos"
Portanto, vá-se lá saber se conhecemos o suficiente, para nos enchermos de certeza e sermos os donos da razão. Vá-se lá saber se conhecemos o suficiente, para acharmos que é a verdade e somos detentores de tamanha sabedoria. Vá-se lá saber se somos ignorantes porque sabemos mesmo, ou mais felizes por não saber tanto...
Demasiadas perguntas, demasiados duvidas. Pensamentos ridiculos e giratórios que perduram demasiado tempo, quando o melhor é mesmo largá-los. Mas, para poder largar é preciso aceitar a realidade, a dor, o que sentimos. Só depois de aceitarmos e sofrermos o que temos para sofrer, é que largamos. Pois, só desaparecem se for resolvido aquilo que atormenta o progresso e a evolução da pessoa.
O tempo ajuda na resolução, mas não resolve. Dar tempo, mas agir. Conhecer, mas não dar como garantido.
O que é tem de ser, mesmo que o "gato de escaldado de água fria tenha medo".
O que sei pode mudar, o que não sei posso vir a conhecer.
A seu tempo perceberei o que tenho de perceber e manterei de parte aquilo que a mim não me compete saber.

domingo, 6 de outubro de 2013

Lisboa, menina dos meus Olhos


Aquele cheiro a não sei o quê... Não sei distinguir, mas é um cheiro único.
Aquele céu que é diferente do resto do Mundo.
Tens uma forte tendência para encantar os que vêm de fora e os que sempre viveram em ti!
Tens uma forte tendência para colocar um sorriso na cara das pessoas que te visitam e naquelas que te recordam quando foste importante na sua pequenez, na sua infância...
Trazes momentos aos amantes, que em ti investigam o que de melhor tens para dar, os locais românticos, o fado e a fortuna que os espera. O tentar imaginar um futuro, aproveitando o presente que lhes dás.
Crias inspiração em artistas, em cantores. És descrita em muitas canções que te enfatizam e te engrandecem ainda mais do que já consegues ser.
Movimentas motins, é em ti que se situam as coisas mais importantes.
Tens o toque único de representares um monte de gente que te admira!
Quem não te conhece, não sabe reconhecer o potencial que tens na vida de tanta gente
Geraste história e viste muita coisa a acontecer...
Também geraste muita miséria, viste fomes, viste crises e, por momentos chegaste a desmoronar.
Não és apenas uma cidade. Para alguns até tens fama de feia e mal-cheirosa. Mas há algo em ti que atrai muito e, por vezes faz mudar muitas opiniões.
Não és apenas uma cidade cheia de pessoas, és muito movimentada por trabalhadores stressados, estudantes, turistas, crianças, idosos a recordar nostalgia e és versátil ao ponto de atraíres pessoas de tantas formas, estilos e feitios.
Não és apenas uma cidade, és o lar de muita gente.
És a casa de muita gente que a ti se entrega, mesmo quando os tempos são os piores.
Posso afirmar com toda a confiança, que sim, ÉS A MINHA CASA! E o teu céu é diferente de todo o Mundo!
 Eu conheço o céu de Coimbra e igualmente posso dizer que é uma segunda casa, mas nada se compara com o céu da MINHA primeira casa. Aquela que me viu nascer e onde eu cresci sendo feliz em cada ocasião que proporcionaste. As tuas festas, santos populares, as tuas ruas, as tuas escadas, colinas, habitantes, rio...
Ai, tanta maravilha aos olhos de quem quer realmente ver e conhecer-te. Aos olhos de quem a ti se entrega com tudo o que tem e ainda mais...
Tudo em ti me faz sentir segura e me faz apaixonar cada vez que percorro as tuas ruas. Sorrio sempre que descubro mais do que há 19 anos venho a descobrir. Há sempre novo mistério em ti. Nunca ninguém te conheceu verdadeiramente, porque tens sempre novas coisas para mostrar.
Julgo-te sábia e antiga e ao mesmo tempo uma menina jovem ainda por crescer e acompanhar mais histórias, aquelas que um dia poderei contar. E quanto tiver  de haver um fim no meu viver em ti, acredita que sempre te levarei comigo, porque:
LISBOA, O TEU CÉU É A MINHA CASA!

domingo, 15 de setembro de 2013

Desencaixamento de uma vida

Insatisfação, encontro-me insatisfeita…
Incompleta!
Completa-me… Faz-me sentir que tenho aquilo que mais preciso. Nem sequer me atrevo a pedir tudo aquilo que quero, mas vejo-me no direito de te cobrar o que quer que seja que me tenhas tirado e me pôs nesta angustia de procurar o que me falta.
Sinto-me um autêntico puzzle de 500 ou mais peças, as quais não se encaixam… Quando encontro alguma que parece encaixar, é claro que encontro peças que ali não pertencem. O mesmo se aplica ao tetris: ao fim de um tempo acaba-se por deixar buracos entre as formas e, há sempre um vazio que não conseguimos preencher, fazendo o chamado “Game Over”. Eu sou assim... Sinto que tenho essas espécies de buracos, só que há mais tentativas do que propriamente um “Game Over”.
Podes, então devolver-me o que me tiraste? Podes-me dar a peça do puzzle, a forma certa do tetris que emcaixa na perfeição e tapa o espaço vazio? Pode ser aos poucos… Não me quero apressar no que toca ao reencontrar-me, se é que alguma vez me tenha encontrado…
O Mundo está repleto de pessoas vazias, no sentido literal, mas no meu caso, a culpa é toda e só Tua! Dá-me algo que faça sentido para mim… Sei que sou uma mera confusão, uma difícil de se tornar ainda mais complicada, todavia continuo a sentir-me vazia, mas tão vazia. Falta-me algo que me permita fazer mais do que respirar, que foi apenas o que virou rotina na minha vida. E não me refiro só e apenas ao Amor, refiro-me a cada pedaço da minha vida que se encontra inacabado.

Mais uma vez: Estou Insatisfeita, Incompleta! E este texto? Igualmente se encontra longe de estar terminado. Dá-me o que falta e eu escrevo, respiro e volto a viver.