terça-feira, 18 de novembro de 2014

Mixórdia Verbal da Razão

Somos o que somos, porque temos de o ser. Não poderíamos ser doutra forma, se realmente o parássemos de ser. 
Não sei o que fui, porque deixei de ser o que era. Descubro quem sou para uma nova era.
Olhas-me e procuras-me... Esqueces-te de que eu mesma me procuro. Encontro-me na descoberta, encontras-me na revelação. 
Epifania a toda a hora: 
- Saudade, contagias-me a alma... 
Pára com as manias e tramas ao coração, tiras-me o fôlego e roubas-me a noção. 
Confusão passa-me pela cabeça...
Acabei por perder toda a destreza. Perdida no labirinto, esquecida nos pensamentos...
Paradoxo nas tuas palavras, o olhar vidrado em malabarismos. 
Fixada nos teus lábios, que me enlouquece. 
Não perdoa, mas também não esquece. 
Envolves-me em ti, roubas-me abraços. 
Os lençóis ganharam a tua forma e reconforto-me em memórias.
Afundei-me em ti. Perdi-me em mim. 
Sente por que sente, não percas o teu ser!


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Consumismo de divagações: "hipocrisias" desmedidas

A mesmice que nos consome permanecia mesmo depois das vezes em que teimava fechar os olhos e respirar fundo. 
De nada serviu, se aos abrir percebia que a mudança passava por mim. 
Senso comum de que tudo muda inclusive eu, que ja não sou o que era nem nunca consegui ser na sua plenitude. 
Esperamos milagres por satisfação própria, mas obtemos ilusão por (pura) culpa própria. 
Acostumei-me, fechei os olhos, recuperei a respiração normal,
abri-os e continuei...
"Pior cego é aquele que não quer ver". Eu quis ver... Quis tanto ver que no momento seguinte, desejei não ter visto.
O turbilhão de emoções presas naquela miragem despreocupada de como quem busca algo e acaba por achar o que não queria.
Os dotes de quem cria ditados populares entram em vigor, em situações de grande desespero, perante aquilo que queremos enxergar.

As mudanças dão-se porque algo precisa de sofrer uma reviravolta para encontrar o seu equilibrio normal, pergunto-me se isso funciona da mesma forma, em todos os campos da vida...
Poderá apenas ser as dúvidas de quem, um dia, teve certezas a falarem mais alto.
Bom era se as coisas mudassem por si mesmas, sem que fosse preciso um clique de sofrimento para despertar a necessidade de ter que ser o proprio a mudar o que desiquilibrado se encontra.
Começo a despoletar todo o tipo de vocabulário ao meu dispor, para encontrar verdadeiros significados para certos conceitos, até aqui, julgados e dado como aprendidos.
O quão enganados andamos, no final de contas. O quão iludidos gostamos nós de viver. 
É triste ao ponto que isto chegou.
Mas mais triste é continuar a querer fechar os olhos e achar que se respirar de forma diferente, algo acabará por acontecer. 

Não sei bem o quê, de quê, nem porquê, muito menos como...
Sem nexo é aquilo que tanto queremos que faça sentido, que acaba por nunca, realmente, ganhar qualquer sentido.
Morfologias, verbos conjugados, diarreiras verbais para tentar dar significado àquilo que nunca terá.
E continuo aqui, a respirar fundo...
Foram-se as minhas palavras para clarificar onde pretendo chegar com isto.
Já entendi: muda se não está bem.
Acções, mais acções... Desilusões, regressões, deprimência demonstrada numa mera visão que se parecia muito com o inferno, ou apenas a real demonstração e equiparação desta humanidade que teima em residir, como se nada temesse e tudo estivesse a seguir o seu rumo.
Ah! Consciências e culpas que enchem os pensamentos não verbalizados, muito menos abstractos que aparecem na mais profunda escuridão, com o qual debatemos e contorcemos para que desapareçam. Mas se eu tenho de mudar, sou eu quem os tem de parar. Basta resolver e deixar de pensar. Serei fútil assim? Bem-vinda a esta Mundo, Inês!
Mais abertos que isto, nunca poderão ficar... Os meus olhos... Os meus olhos bem abertos!
Respiração mais normal e monótona...
Voltámos à estaca zero.
Dou por terminada esta eterna divagação... 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Desvaneios madrugadores de amizade

Devaneios de madrugada e necessidade de contar quem és:
Por gulosice conheci-te.
Por amizade me aturaste como ninguém.
Os melhores momentos dum estudante só são melhores porque existem pessoas que te acompanham.
Atribulados foram esses momentos, mas a minha confiança em ti é tremenda, o que me levou a cometer loucuras como andar de pijama na rua, chorar por tudo e por nada, sofrer contigo, zangar-me contigo, acordar de madrugada num dia de aulas, para poder ir para uma fila gigante de horas de espera para comprar o bilhete para ti.
Cumprir o teu sonho de ver os Linkin Park.
Contribuir para que fosses feliz e apoiar-te incondicionalmente, agradecendo a quem te faz feliz!
Acredita: faria tudo de novo, para te ver como te vejo.
O meu coração enche-se de orgulho cada vez que falo em ti e percebo que amizades destas eu levo para a vida.
Coimbra não é a mesma sem ti, nem eu. Nem ninguém que tenhas marcado e, sei que marcaste porque tu és especial para muita gente e um socialão de primeira, um romantico incondicional para a tua Danii!
Mesmo com as tuas crises,  os teus desgostos, as tuas conquistas... As tuas cusquices e novidades dos dias. Os jogos de futebol, as boleias e as conversas que só nos temos. Poder ver que te encontras feliz com quem eu sei que sempre cuidará de ti, faz-me sentir bem como quem sente dever cumprido.
Mas arrependo-me de um dia ter pensado que era melhor não estar presente na tua vida, para que pudesses estar bem e não sofresses mais.
Dei tudo de mim e vou continuar a dar enquanto houver respeito, carinho e preocupação por ti.
Se soubessem o orgulho que tenho nele....
Na determinação com que toma decisões;
Na persistência com que luta;
No quão feliz ele se encontra...
....Veriam que um livro não basta para saberem o que é um verdadeiro amigo. A sorte que tenho por te-lo na minha vida!
Vou-te dar sempre na cabeça, Vou sentir sempre um tremendo orgulho.
Foi atribulado, mas tu sabes como lidar comigo. Sou uma tremenda chata, mas que sente a tua falta.
"Persistência da Memória" foi o livro que me ofereceste, lembraste? Na minha altura do ano preferida (criança eterna que sou)... As palavras por ti escritas (com uma letra horrorosa, é verdade) naquele marcador: "és a minha melhor amiga" - Nunca mais voltas a ver me a chorar tanto por tanta lamechice, mas vou continuar a teu lado, mesmo que a despedida esteja para breve!
Tornaste Coimbra especial para mim, dando-me segurança e um ombro amigo quando mais senti tanta falta de casa. Fizeste-me sentir em casa, na minha 2ª casa.
Lembra-te: só tu sabes como encontrar a felicidade. Desde que tenhas as pessoas certas a teu lado. Eu sei que tens. Cuida de ti!
Porque quem gosta, cuida!

"Por isso, fica aqui um pedido humilde: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de 
grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!" - Fernando Pessoa

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Pureza na sua essência

Pode não ser perfeita
Pode até me proteger e fingir que está bem
Mas anjos como ela, eu não tenho mais nenhum
Ela com as suas sardas é completa na sua essência, na sua alma
É pura na sua loucura e nas suas palavras.
Procuramos sempre a pessoa mais bonita, por dentro e por fora. Lamento informar, que não me estava a referir a um principe encantado, mas sim ao meu anjo da guarda.
Falamos em herois de banda desenhada, mas eu tenho a minha heroina, tão verdadeira como as historias infantis a que tanto nos apegámos.
Ela transformou o meu mundo em algo mais colorido. ela fez-me ver que o céu até pode ser azul, mas e por que não com mais cores? Basta queremos, não é assim?
Fala com o coração nas mãos e pensa com a realidade assente e bem presente.
Dá-me o seu mundo todos os dias e ainda me pergunta se preciso de mais alguma coisa?
Ela esquece-se de que com ela, eu tenho tudo aquilo que queria:
conforto
felicidade
sorrisos
momentos
abrigo
abraço
alma
pureza
Nem com extras, ou bónus, eu te queria junto a mim doutra forma.
Gosto de ti com todas as palavras que existirão para dizê-lo, Gosto de ti, até mesmo quando me passo.
Esse gostar preenche-me e enche-me o coração todos os dias em que falo contigo, e aqueles que não falo: ponho-me a olhar para as fotos que temos, para a minha secretária, para a minha bandeira, para o manual em espanhol.
Porque tudo aquilo me faz lembrar da Ana que conheci à uns 4 ou 5 anos atrás.
 Aquela que mesmo com as mãos nos bolsos, me acolheu como ninguém e deu tudo dela, a alguém que nem conhecia assim tão bem e que se encontrava um verdadeiro caco por dentro.
Que me deixava sozinha no Sul para eu aprender, me dava na cabeça, fazia-me chorar mas dava-me o maior abraço urso que alguma vez alguém me deu.
Que fingiu que desmaiou para ver se eu conseguir por em prática os meus 1ºs socorros. que me deixa preocupada ao mínimo "olá" frio, mas que faço de tudo para ver que ela está bem, segura e que eu bato em qualquer possa que ouse sequer dizer mal ou fazer-te mal. (ULTIMATO, AVISO, AMEAÇA!)
De coração cheio eu digo-te mais que uma vez: habituaste-me mal aos teus abraços, pois é dos poucos que me faz sentir tão segura e que deixa qualquer outro abraço de parte.
És a minha pessoa especial.
Sabes o quão especiais são as pessoas que tenho a meu lado. Sabes o quão é importante a Sofia, o Bruno, a Susana, a Martinha, Alexandra, Mariana.
Mas sabes? Há muito tempo que fazes parte de mim, como eles e da mesma forma que eles.
Tornaste-te numa grande amiga, ao qual devo todos os mundos e ainda mais. Devo porque quero! E porque gosto de me comprometer com aquele sentimento forte que tenho por ti.
Ponho-te num pedestal, ralho quando sei que não estas bem e és teimosa. Quando mesmo assim das tudo de ti a quem não merece.
A minha pessoa és tu! Lembra-te disso.
Anocas, pérola e rainha do meu guincho.
Mestre, mentora e melhor amiga!

 PORQUE QUANDO A GENTE GOSTA, É CLARO QUE A GENTE CUIDA!

O MEU SORRISO É TÃO FELIZ CONTIGO! 

domingo, 28 de setembro de 2014

(In)Congruência de Memória

Esqueci e quis lembrar
Lembrei e quis esquecer
Tenho medo da memória: trai, traz mágoas e desaparece quando mais precisamos dela.
Sou um caos de memórias, de baús, antigamente fechados e selados.
Sou uma confusão de interminos paradoxos e infinitos revelados antes do tempo.
Palavras pronunciadas sem sentido e pensadas com fundamentação.
Pensamentos selados e guardados, mas relembrados por flash de segundos sem que consiga pará-los!
Sonos não repostos e insónias reavivadas por noites seguidas.
Perco-me na minha falta de memória
Sinto um vazio que ficou por preencher
Um apagão que me invadiu em certos momentos e me deixou com uma branca nas reações, emoções e explicações para as quais não encontrei resposta.
Quero parar esta sensação vaga. Este sentimento de falta de algo. Quero completar o que incompleto se tornou.
Bastou umas horas para me perder em mim mesma e agora?
Como me encontro? Como preencho aquilo que se apagou como se nunca tivesse sido vivido?
Pior das sensações foi ter vivido, como se apenas existíssemos e a memória teimasse em não ter gravado como se faltasse luz e a vela não fosse acesa.
Esqueci
Não lembrei
Receei
Jurei para nunca mais me perder em mim
Traiçoeira memória
Cair no esquecimento, acordar na lembrança.
Ficar sem, ter demais.
Meios termos... E continuo um caos reavivado por pequenos pormenores trazidos pelo tempo e
nunca antes recordados.

domingo, 14 de setembro de 2014

Sei lá de quê....

Chegou...
Ficou...
Partiu...
Quis regressar...
A confusão instala-se porque nós alimentamos este ciclo, nós permitimos que assim fosse. Mas não quero mais. Não quero mais isto para mim.

Eu não faço a mínima ideia do que são sinais e como são dados. Não sou estúpida, mas limito-me à minha ignorância quando quero parar com tudo isto.
Já me sinto mal. Já me sinto mal comigo mesma e achar-me a maior estupida de sempre. Mas não o sou. simplesmente não o sou, nem nunca fui.
Não sou digna de escrever uma historia, de lê-la e achá-la a melhor de sempre. Até considero neutra. Sou neutra.

Ora existe confiança, ora desaparece.
Alimentas o meu ego, alimentas o meu fracasso e desilusão.

Já chega de fugir, já chega de parar, já chega de esperar.
Não fui feita para esperar, não considero uma virtude. Esperar é morrer na esperança que algo aconteça, aquilo que eu quero que aconteça.
Se tenho algo, quero outro algo. Se já tenho, deixo de querer.
Tornei-me nisto. Numa ambição desmedida que quero largar.
Liberdade? essa conheço-a e por alguma razão não a consigo aproveitar.
Até sei porque, mas não quero relembrar.
Neste momento não quero nada, mas quero tudo. Quero tudo o que me volte a fazer sentir bem.
continuo a escrever para aqui, sem que isto faça qualquer nexo. Sem nexo nenhum, ABSOLUTAMENTE NENHUM. Fiz-me entender?

Ó! quero mais é que se dane... Não quero fazer sentido.
Da ultima vez que fez sentido, acabei magoada, com peças do puzzle por completar. Foram duas vezes seguidas que fez sentido.
Agora, vens tu querer fazer sentido. Ou tentar. Mas explicas-te mal. Tão mal, que não quero mais saber.
Não quero entender nada disto, não quero ser estupida, não quero entender sinais. Não quero que nada faça sentido.
Odeio ciclos e odeio rotinas.
A vida é uma rotina, creio. Neste momento, uma chata que encravou na parte dos obstáculos. Ó, raios! Onde me fui meter eu...

"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que se não sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê!"
Sei la de quê, sei la de quê...





quarta-feira, 30 de julho de 2014

Tudo o que é vivido, herdou sentido

Não basta ir
Não basta voar
É preciso ter se for tido
É preciso ser vivido...
Coração partido
Coração destemido com lágrimas de sangue e de amor
Calando o desespero, nascemos e tememos
Tudo o que é vivido, ganhou sentido.
Herdado, erguido e sentido das cinzas do que um dia foste!
Ergue-te!
Sente!
Não basta falar...
Não basta temer.
É preciso reerguer o que foi derrubado pelo sofrimento de te ter.
Vermelho de raiva, vermelho de amar...
Pára! Reage...
Age e reage as vezes que forem necessárias
A viagem da felicidade termina com a liberdade.
Não te prendas, não te libertes.
Permite-te!
Arrisca, larga, voa, volta, sorri, respira...
Vai, não vai!
Decisões, opções! Oportunidades perdidas, flecha lançada e palavras ditas!
Arrependimento deixou de fazer sentido.
Olha, Vê!
Não basta ir
Não basta voar
É preciso ter se for tido
É preciso ser vivido!
Cala o Sofrimento e reage, renasce das cinzas! Cala o desespero e cura o coração!
Está na hora, está na hora da liberdade, da felicidade e do sorriso ganhar vida...