Queria dizer-te... queria dizer-te as palavras mais bonitas e dóceis deste mundo... sim, porque realmente tu mereces isso e muito mais. Mas também aprendi que não são palavras bonitas que demonstram todo o amor, mas sim aquilo que colocamos nas palavras. E no que te vou dizer coloquei amor, coloquei carinho. Coloquei um pouco de mim, tudo de mim, nada de mim. Estou lá colocada, não para te dizer coisas óbvias como: "amo-te"; "fazes-me feliz"; "fica comigo". Não, essas são as coisas mais banais que te pronuncio todos os dias após o teu bom dia sereno que me acalma a alma. Mas o que te tenho para dizer é mais que isso, é mais a teimosia em querer-te dizer algo que me desenfreia este coração e me faz querer de alguma forma dizer-te tudo, sem ter que dizer, no fundo nada.
Também sei que o silencio é bonito quando a ele sabemos respeitar e ouvi-lo. Pois bem, o meu silencio falado remete-se a ti. À tua força e coragem para entrares e permaneceres dentro dum coração gelado e frio, teimoso que tantas vezes te disse "não" e te renunciou. Pôs-te para trás, para hoje seres o primeiro plano e seres mais que um "copo meio cheio". Podia dizer que és tu que bombeias o meu coração, mas seria a maior lamechice e parvoíce de sempre.
Não pretendo dizer-te coisas lamechas, apenas reconhecer a bravura de conquistar quem difícil permanece ser.
Uma réstia de cacos que alguém partiu, para que tu, pudesses pega-los e amá-los mesmo assim.
Mesmo com mãos frias soubeste aquecer, mesmo com inseguranças soubeste segurar, mesmo com ciúmes soubeste agarrar!
Valente!
A admiração não tem preço, mas tem agradecimento.
365x2 e trono-me ainda mais ignorante nesta matemática ao passar mais 365 e se não forem 366, daqueles bissextos que podem trazer azar, a mim trouxeram-me a imagem do que é ser alguém tão inesperado e admirável aos olhos de alguém.
Julguei-te enganador e que só me trarias enganos e ilusões daqueles como quem engata com tamanha facilidade capaz nunca de se entregar.
Fizeste com que a km admitisse o impensável que era para mim, fizeste-me entregar mesmo sem ainda ter experimentado os teus abraços. Temer o toque próximo e apenas tentar o cordial por achar-me tímida no que diz respeito às coisas parvas do amor. Mal sabia eu que o amor era a cura que faltava para um amor próprio.
Deixaste-me entrar nos teus braços, abraços e envolver-me mesmo quando a minha rosa dos ventos avariou e eu só te tinha como mais próximo do meu norte, não querendo voltar para o sul e nunca saber distinguir os restantes pontos cardeais.
Os meus defeitos tu aceitaste, como se de legumes uma criança não gostasse mas com o tempo entendesse a sua essência.
Passei para mais do que ficar apenas nos teus braços e conheci-te como tu permitiste, desnudo na essência e no calor que tantas vezes me refugiava do gelo que tornava a minha falta de alma.
Deixaste que o tempo corresse e como se os cavalheiros que hoje dizem não existir, em ti encarnassem. Deste-me a conhecer os teus medos de me perder e de te perderes em mim duma forma que me pudesse afastar de ti, mas que só me aproximou quando te tornaste vulnerável e em mim me acolheste como se de tetris se tratasse.
Viajaste em mim, levaste-me a viajar e digo, no verdadeiro sentido da palavr viajamos para conhecer o nosso patriotismo e o melhor de nós.
Até o teu respirar na orelha que tanto me incomodava com qualquer outra pessoa, é o que mais me acalma, o enrolares-me em ti, como se nunca tivesse como ir. É em ti que pertencia e me encaixava.
A ti só te acalma uma respiração torácica enquanto o teu ouvido no meu peito padece, fechas os olhos e dizes que de sonhos nem te lembras, no entanto, todos os dias um sonho é cumprido.
Pronuncias palavras indecifráveis enquanto dormes, pequenos ruídos engraçados e aos mesmo tempo irritantes, reviras-te e dás cabo do meu sono enquanto não paras de te mexer como se tivesses numa guerra com os lençóis. Acordas-me com espontaneidade e dizes-me que o melhor pequeno almoço é feito ao acordar.
Sabes o que te quero dizer? o que ainda falta por viver!
Não vou gastar tudo o que te quero dizer, porque muito mais terei.
Não se trata de lamechice, mas sim de saber que o amor próprio renasceu quando sei que alguém me vê com olhos que eu nunca consegui, que me valoriza como mulher como ainda estou a aprender, que profecia mil uma coisas como se vidente fosse, mas que a única coisa que o faz prever o futuro é a esperança e a crença numa religião que nos arrebatou aos dois, mesmo que tentássemos
A minha religião é não ter e saber que a eternidade é efémera, mas que existe enquanto eu aos teus olhos permanecer.
Suspiro e digo: há muito para dizer e nada para dizer!
As coisas banais dizem-se no dia a dia, o dia de gostar é todos os dias e eu a ti apenas digo: aprendi amar-me quando tu me mostraste que eu tenho tudo para me valorizar!
Entrego-me a ti enquanto me quiseres, deixarei de pertencer a ti quando perderes o brilho que sempre detiveste quando de futebol me atrevi a comentar!
Quem diria: futebol tornou-se uma forma de amar!
Amo-te como quem ama futebol, se não mais do que percebo de futebol!
Chama-se amar o amor e aprender a amá-lo. Como se as desgraças recaíssem sobre o amor, quando é este mesmo amor o que nos salva!
Pensamentos, Marias/Josés Capazes
sábado, 7 de janeiro de 2017
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Pelo amor próprio
Já não sinto nada… Não sinto a minha própria dor… Não te sinto em mim… Não te sinto de maneira nenhuma e sinto falta disso…
Ainda me amas?
Cada vez mais… Demasiado, tão mais que dói gostar de alguém desta maneira e sentir falta.
Nunca se ama em demasia!
Acredita em mim… É em demasia quando eu não aprendi a gostar de mim primeiro e amo-te desta maneira desenfreada.
Não entendo o que dizes… Se gostas tanto quanto afirmas, não me afastes. Porque o fazes? Como é que é possível não gostares de ti mesma? Afinal que procuras?
Procuro-me a mim… Neste mundo, em ti. Eu procuro-me a mim e procuro-me a mim em ti.
Queres que vá?
Não… Mas não quero que fiques!
Ahn? não estas a fazer qualquer sentido…
O problema é que estou, mas não te peço que compreendas, que me compreendas. Ainda estou por compreender. Estou exigir algo de ti, que não exijo de mim.
O melhor é ir… Espero que aprendas amar-te da mesma forma que me ames e descubras que isso não é mau de todo. Dói, mas também te põe um brilho nos olhos, que te deixa com um encanto de quem se sente no topo do mundo, não tem medo da lua e vive na fantasia de algum dia poder dizer para sempre. Isto eu compreendo. Isto é o que tenho de fazer. Ir… Partir e esperar que algum dia alguém me ame desenfreadamente, quanto se ama a si mesma. Por favor, nunca te esqueças, vê-te com os mesmos olhos que eu te vejo e descobrirás o que é amar e sentir que agora a vida segue o seu rumo, se parares de tentar controlar tudo e principalmente, o que sentes.
Eu sei o que é o amor e o que ele traz, não sei o que é amor próprio e a dor de não saber onde pertenço e quem sou. Só te posso dizer: amo_te desenfreadamente e não posso fazê-lo sem antes o fazer comigo. Desculpa amor.

terça-feira, 20 de outubro de 2015
Esquecemo-nos disso mesmo, de sermos nós!
Acredito que para aliviar é necessário querer mudar de alguma forma...
Digamos que e se as mudanças forem más?
Quem saberá dizê-lo?
Aos pouquinhos procuramos e procuramos...
Há sempre altura de descobrir que afinal sermos nós não está a resultar, talvez porque nos esquecemos disso mesmo, de sermos nós!
Para haver humanidade, precisamos de humildade
Para haver sorriso, é preciso saber fazê-lo mesmo ser buscar um motivo.
Os pensamentos positivos existem, os pessimistas também... Mas e os realistas que nos fazem descer à terra?
Estava a gostar da minha lua, estava a gostar de viver na lua, para poder ficar na terra.
Só nos sentimos bem em casa, mas que significa isso?
Muitos dizem onde está o coração, onde nos acolhem... Casa é casa e casa sabe bem! Eu bem vos digo...
Enquanto uns sofrem com problemas, do outro lado do mundo existem outros que não há maneira de serem resolvidos.
E reclamo eu do quê, afinal?
Nada que me queixar... Cada um com o seu problema, mais grave, menos grave... Algum juíz para determinar isso?
Procurei sempre a verdade, procurei sempre aliviar com a verdade e, por vezes, acabo por sofrer consequências de dizer a verdade e nada mais que isso.
Tudo doi, tudo passa, tudo alivia. Seja la o que for.
Força... Onde está ela? Onde menos espero eu... onde menos esperas tu, nós, os outros.
Caminhar é fácil, descobrir a saída do labirinto começa a tornar-se complexo.
Bem-vinda aos 20... Gostas? Espera pelos 30, 40...
Vamos a isso.... É como tudo:
"vai passar... vai passar!"
Digamos que e se as mudanças forem más?
Quem saberá dizê-lo?
Aos pouquinhos procuramos e procuramos...
Há sempre altura de descobrir que afinal sermos nós não está a resultar, talvez porque nos esquecemos disso mesmo, de sermos nós!
Para haver humanidade, precisamos de humildade
Para haver sorriso, é preciso saber fazê-lo mesmo ser buscar um motivo.
Os pensamentos positivos existem, os pessimistas também... Mas e os realistas que nos fazem descer à terra?
Estava a gostar da minha lua, estava a gostar de viver na lua, para poder ficar na terra.
Só nos sentimos bem em casa, mas que significa isso?
Muitos dizem onde está o coração, onde nos acolhem... Casa é casa e casa sabe bem! Eu bem vos digo...
Enquanto uns sofrem com problemas, do outro lado do mundo existem outros que não há maneira de serem resolvidos.
E reclamo eu do quê, afinal?
Nada que me queixar... Cada um com o seu problema, mais grave, menos grave... Algum juíz para determinar isso?
Procurei sempre a verdade, procurei sempre aliviar com a verdade e, por vezes, acabo por sofrer consequências de dizer a verdade e nada mais que isso.
Tudo doi, tudo passa, tudo alivia. Seja la o que for.
Força... Onde está ela? Onde menos espero eu... onde menos esperas tu, nós, os outros.
Caminhar é fácil, descobrir a saída do labirinto começa a tornar-se complexo.
Bem-vinda aos 20... Gostas? Espera pelos 30, 40...
Vamos a isso.... É como tudo:
"vai passar... vai passar!"
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Fogueira de memórias, queimar de motivos
Peguei em mais de mil motivos, atirei-os contra a parede e achei que se partiriam em cacos, tal como um copo de vidro. Não pensei no azar que me daria, nem os 7 anos que poderia ter a desculpa de ser o azar de um copo partido.
Atirei as memórias para uma fogueira e esperei que elas ao se queimarem, desapareciam, pura e simplesmente.
E pura e simplesmente voltei a ser ingénua.
Mais uma vez...
Só mais uma vez a memória a pregar partidas, o cérebro a complicar, os olhos a querer descomplicar e no final, tudo uma verdadeira confusão.
Achei que se queimasse, partisse ou os atirasse que tudo se tornava simplesmente brilhante...
É o mesmo que ir à busca do pote de ouro no final do arco-íris.
Mas que se anda a fazer aqui no final de contas?
Querer tudo, sem primeiro assimilar, resolver, aceitar...
Querer, desejar: caprichos, vontades, bem dizeres, mesquinhices. Tudo o que se procura em busca da felicidade, como se isso fosse sinónimo de estado de espírito. Desenganem-se!
Apenas é momentâneo, é considerado momento, efémero e quem sabe trágico se assim for pessimista, no entanto, um contentar para quem for optimista.
Que se lixe o tempo que diz curar, mas apenas atenua e torna num hábito ao qual se decide viver.
Qual lidar qual quê?
Vou voltar ao inicio e, esperar simplesmente que aconteça:
Peguei em mais de mil motivos, atirei-os contra a parede e achei que se partiriam em cacos, tal como um copo de vidro. Não pensei no azar que me daria, nem os 7 anos que poderia ter a desculpa de ser o azar de um copo partido.
Atirei as memórias para uma fogueira e esperei que elas ao se queimarem, desapareciam, pura e simplesmente.
E pura e simplesmente voltei a ser ingénua.
Mais uma vez...
terça-feira, 23 de junho de 2015
Isto vai bem meus amigos, isto vai bem...
Conformismo
Hipocrisia
Silêncio
Medo
Injustiça
Diria que andam de mão dada nesta vida!
Andam lado a lado em companheirismo, como se de obediência se tratasse....
"Porque as coisas vulgares na vida não deixam saudade", a moda corroí-nos assim como a espera duma burocracia desmedida sem limites.
Segredos à muito perdidos por gritos que a sociedade teima em calar, para que nada faça sentir um clima de mudança na revolução.
Já a Revolução deixaria feliz os conformistas, no entanto, a coragem perdeu-se aos sorrisos que ficaram por dar.
Os revolucionários temeram que a saudade andasse lado a lado com a sorte, ou falta dela.
As ruas da cidade, há muito percorridas por rosto cansados de conhecer a vida e de temer o que falta conhecer.
Já
adrenalina nos percorrera as veias quando demos por nós a descobrir a desilusão de ilusões concebidas.
Amargura que assombra um povo outrora lutador, memórias que se lembram ou se fazem por esquecer perante lágrimas que se encarregam de percorrer um rosto que jamais vira um sorriso.
"Há gente que fica na história, da história da gente" Já dizia o Fado que tanto nos mantém unidos como Humanidade.
Demos a conhecer a saudade como sinal de dor e sofrimentos pelos que partiram, mas jamais pelos que ficaram ou retornaram.
Conceito destruído por interpretações mal-feitas, por um povo perdido na esperança ou na fé de tudo e do nada que continua a tentar ser um pilar, mesmo achando nós, ser tudo "laico".
Corrompe a vontade, a motivação e qualquer tipo de sentimento que possamos vir a sentir perante algo que a nós não pertence. A corrupção de um mundo que julgamos apenas ter 5 males da sociedade: ignorância, miséria, doença, escassez e ociosidade. Misturamos nesta panela fumegante mais uns quantos que nos arruínam na nossa ambição sem limites, quedas altas e sem fim e conhecimentos limitados e formatados para nos tornarmos Robots e vivermos só para um fim comum e não para nós mesmos.
Isto vai bem, meus amigos, isto vai bem....
Hipocrisia
Silêncio
Medo
Injustiça
Diria que andam de mão dada nesta vida!
Andam lado a lado em companheirismo, como se de obediência se tratasse....
"Porque as coisas vulgares na vida não deixam saudade", a moda corroí-nos assim como a espera duma burocracia desmedida sem limites.
Segredos à muito perdidos por gritos que a sociedade teima em calar, para que nada faça sentir um clima de mudança na revolução.
Já a Revolução deixaria feliz os conformistas, no entanto, a coragem perdeu-se aos sorrisos que ficaram por dar.
Os revolucionários temeram que a saudade andasse lado a lado com a sorte, ou falta dela.
As ruas da cidade, há muito percorridas por rosto cansados de conhecer a vida e de temer o que falta conhecer.
Já
adrenalina nos percorrera as veias quando demos por nós a descobrir a desilusão de ilusões concebidas.
Amargura que assombra um povo outrora lutador, memórias que se lembram ou se fazem por esquecer perante lágrimas que se encarregam de percorrer um rosto que jamais vira um sorriso.
"Há gente que fica na história, da história da gente" Já dizia o Fado que tanto nos mantém unidos como Humanidade.
Demos a conhecer a saudade como sinal de dor e sofrimentos pelos que partiram, mas jamais pelos que ficaram ou retornaram.
Conceito destruído por interpretações mal-feitas, por um povo perdido na esperança ou na fé de tudo e do nada que continua a tentar ser um pilar, mesmo achando nós, ser tudo "laico".
Corrompe a vontade, a motivação e qualquer tipo de sentimento que possamos vir a sentir perante algo que a nós não pertence. A corrupção de um mundo que julgamos apenas ter 5 males da sociedade: ignorância, miséria, doença, escassez e ociosidade. Misturamos nesta panela fumegante mais uns quantos que nos arruínam na nossa ambição sem limites, quedas altas e sem fim e conhecimentos limitados e formatados para nos tornarmos Robots e vivermos só para um fim comum e não para nós mesmos.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Que sejam estas as nossas ruas que nos restam percorrer....
Julgamo-nos detentores de uma segunda oportunidade seja em que aspecto da vida for. Mas não é bem assim... Nem sempre se merece, nem sempre se dá. Seja pelas razões que for, vai depender de quem as dá, vai depender da mágoa que contém ou do seguimento que quer dar à sua vida.
Nem sempre merecemos continuar junto a alguém, se a primeira falha trouxe a mente aberta para determinadas situações, ou as feridas que se abriram e demoraram a sarar. Talvez precisemos duma segunda chance mas para continuar a viver, mesmo que não seja da mesma forma, nem com as mesmas pessoas. É uma segunda oportunidade como tantas outras. Lembrem-se....
Esperamos demasiado tempo no escuro por uma pequena luz, quando nós somos detentores de alguma luz, aquela que nos faz sermos nós mesmos. Porque ainda estamos no escuro? Está na altura de sair... Parar de procurar e reconhecer que está em nós, apenas e simplesmente.
Não sabemos nem metade das respostas... Não sabemos nem metade das perguntas que vão aparecendo. Afinal de contas, por que raio as estações mudam? Porque tem de mudar? Ou porque caímos tão longe, tão rápido?
Porque é que os nossos corações, rapidamente se tornam em chamas ao mínimo carinho, ternura que, tendemos a procurar seja em quem for? Dependemos sempre tanto dos afectos, que nos esquecemos de nos dar a nós mesmos. Dependemos sempre dos outros para que gostem primeiro de nós e sabermos que valemos alguma coisa, para depois sim, termos aprovação para o fazermos nós mesmos. Não está tudo errado? Está ou não?
'Bora! Vamos atirar pedras, vamos roubar carros, perdermo-nos no mundo, sermos ainda mais idiotas com ideias fixas e bichos carentes de aventura seja de que forma for, em que aspecto for.'Bora! Vamos sofrer e vamos recuperar da melhor forma e a mais estúpida que conseguirmos, nem que para isso, tenhamos que ouvir a musica mais deprimente ou trancarmo-nos como crianças com a birra!
Vamos deixar que o quente do sol ou a molha da chuva nos reavive a memória para que possamos reagir e fugir ao fogo de uma arma.
Mais uma vez, não sei, não sabemos...
As sirenes e os sinais de fumo relembram-nos que talvez o mundo não nos encontre, mas que nós podemo-nos encontrar neste Mundo!
A Terra depende da luz para que desapareça o brilho de uma única pessoa. Mas acende-se para que todos os brilhos encantem como um sinal de que a Humanidade ainda resta em cada um de nós.
Óh! que seja! Que sejam estas as nossas ruas que nos restam percorrer....
Óh! que seja! Que sejam estas as nossas ruas que nos restam percorrer....
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Ouve bem: a segurança passa pela viagem. A vida sabe o que faz...
Ouve bem:
Nem tudo corre como
planeado, nem tudo será como havias pensado...
Haverá muito fogo de vista, haverá muitas surpresas e muitas, sendo sincera, não serão nada boas.
Mas quem disse que daí não vem algo de bom?
Muito acontece, não porque acredite que tudo tenha uma razão de ser, mas se aconteceu há que tirar partido disso.
Muita coisa desaparece, para muita coisa aparecer.
O chão que te suporta, que te deixa confortável, como uma garantia que dali não passas, a qualquer momento te pode ser tirado. E porque não construir novo chão?
As tuas bases, podem não ser as mesmas, mas não deixaram de ser fortes ou ainda mais fortes.
O apoio que tinhas poderás não o reconhecer nas mesmas pessoas, no mesmo sítio, seja como for. Não quer dizer por isso, que não tenhas novo apoio, que não encontres quem te possa dar.
Olha à tua volta?
Já paraste para pensar?
O tempo, a vida não param, mas que tu não possas parar é bem diferente.
Abranda o ritmo, podes parar, é te permitido.
Olha bem, pensa, volta a pensar. Reconhece o que ainda tens, larga o que já não consegues reconhecer por muito que procures.
Haverá sempre mais para além do que conheces.
Haverá sempre mais para ti.
Só depende de ti!
Sei bem o quanto estas palavras te fazem querer dizer: "É tudo muito bonito"
Sei o quão difícil tudo se torna, pode-se tornar ou já se tornou.
Mas e então? Paraste de vez, eu sei que te disse que era permitido parar, mas não esperes que a vida espere por ti.
É bom parar e analisar o que ainda resta de ti, mas não poderás fazê-lo eternamente. Ao fim disso, existe algo que se chama lutar por nós.
O amor próprio realmente existe, só tens de o encontrar para saberes procurar o amor pelos outros.
Permite-te e entrega-te à mercê desta vida. Mas lembra-te, tudo o que termina, tem um novo começo, mas que seja no mesmo sitio que terminou.
Lembra-te: nem sempre obterás o perdão ou a razão para continuares. Mas quando assim for, a única razão é o facto de tu mesmo ainda não te teres perdoado e, não teres dado razão mais que suficiente para seguires. Quem sabe se essa motivação não está em ti mesmo. Essa é mais que suficiente ou não achas?
Um soalho pode ser lindo e acolhedor, mas não implica que um chão de pedra não seja igualmente fresco e reconfortante.
No meio de tantas divergências, há sempre algo que arranjamos, mecanismos que nos defendem e nos deixam em segurança.
Não dependas dos outros, quando a mudança está única e exclusivamente em ti.
Não penses que isto é mais um texto de auto-ajuda, é apenas uma indignação para contigo. Para que possas entender que tudo isto, um dia, terá sido o melhor para que estejas onde estarás nesse momento.
A caminhar sobre um chão, a receber forças de um apoio e a perdoar-te a ti mesma por teres amor próprio e quereres saber o que te espera para além do que já perdeste.
Não te culpes e não percas tanto tempo a tentar decifrar de quem foi a culpa, de quem tinha ou não razão, ou de pedir desculpas.
O que está feito, feito está. Está na altura de seguires e ficares bem, seja com o que sempre te segurou, ou com novas bóias de salvamento.
domingo, 5 de abril de 2015
Liberdade aprisionada, voo des/re aprendido
Era apenas fogo de vista, fogo de vista....
Acreditou que o melhor estava para vir, que o melhor era aquilo e não haveria melhor. Até que se apercebeu que faltava algo... Sentia falta de algo...
Sentir falta do que? Como se sente falta de algo que nem se conhece, que não se sabe o que é?
Como questionar algo que sempre correu bem, sempre completou, sempre foi o suficiente e agora se tornou insuficiente para que um sorriso fosse libertado?
A prisão que censurou a alegria de um sorriso.
Era assim e era bom, Continuou assim, mas mudou tudo e tudo se manteve o mesmo.
.... Manteve-se o mesmo...
Mas não quem aprendeu a voar... Perdeu-se no que o deixava bem, por já não se reconhecer no que o sempre reconfortou. Já não era o mesmo sabendo que quem se mantinha o mesmo procurava ser o que nunca foi.
O perdão tornou-se banal e relativo, quando depende, não da situação que poderá ser a mesma, mas das pessoas que erram. A proximidade, o significado que dão à pessoa vai diferir no perdão. O erro não é grave nem ligeiro. Que interessa a gravidade da situação se mesmo assim não existe perdão?
Continuou tudo a girar, a rodar com a questão de não saber, de talvez saber, de saber e não querer.
A crónica da liberdade tirada da essência. A liberdade retirada ao voo que se perdeu, que foi desaprendido por ter parado e não ter continuado.
Que razões levam a um pássaro deixar de voar?
Que razões levam a continuar?
Que razões levam a desaprender a ser quem é?
Vai para além do que possa e consiga explicar...
É como é e terá de ser como tiver de ser. Poderá fazer mil e uma questões ao tempo, mas nem o mesmo saberá responder enquanto, simplesmente não decorrer como faz sempre: passa e logo se vê...
Não espera cura, não espera alivio, espera apenas conseguir ver um caminho aberto para que a decisão seja tomada.
Já não depende de ninguém, apenas de si... Não pode depender de mais ninguém enquanto não e reencontrar novamente e achar o que faltou para deixar de sentir suficiente a razão do seu sorriso.
Já não passa por pedido de desculpa, por esforço, por cura de mágoas e ressentimentos.
Passa apenas por si...
É isso, é isso que trama e assusta, depende apenas de si e aí começa a sua liberdade, quando se desprendeu e arranjou mil e umas hipóteses do que poderia ter acontecido, quando nada encaixou. Começou a sua liberdade.
Começou o seu voo
(Re)Aprendeu a voar e mal nenhum lhe fez... Acabou a respiração ofegante, acabou a visão distorcida e ilusória...
Apenas a si como companhia e apenas a sua dependência o libertaram da liberdade.
Seja qual for a cor da liberdade, será vista como uma aberta para o que daí vem.
"So come on let it go, just let it be... Why don't you be you, and I'll be me.
Everything's that's broke, leave it to the breeze. Why don't you be you, and I'll be me...
And I'll be me"
terça-feira, 17 de março de 2015
"Alive Inside" - crónica de vidas esquecidas
Afinal o que somos nós sem o verdadeiro processamento sensorial da nossa história, isto é: o que somos nós sem a nossa memória?
Como levar vida aos locais, cuja vida foi esquecida?
Fomos concebidos com o propósito de viver a vida e o que faz parte da vida se não é o envelhecimento?
Envelhecer faz parte de nós, faz parte da beleza e do decorrer da vida. no entanto, cada vez mais somos abordados e afectados pelo problemas das doenças mentais que aparecem mais cedo e que, de alguma forma deterioram o que de melhor guardamos duma vida inteira.
Viver sem arrependimentos é quase que impossível, há arrependimentos, sim... Mas também há o completar de que vivemos o que havia para viver e as coisas foram e são como são e como tiveram de ser.
O alzheimer é algo que me atrai, é o que mais me atraiu na psicologia. Não interessa o motivo, a não ser para mim, o que interessa é que o Alzheimer tem sido uma doença cada vez mais recorrente nos idosos a partir dos 65 anos.
Como é que uma pessoa ao fim de tantos anos vividos e de memórias guardadas, de repente fica sem saber como viveu e o que mais a apaixonou na vida? O quão assustador é, aos poucos não reconhecer os nossos, os nossos nomes e até mesmo a nós mesmos?
Isto a mim é aterrador.
Tão aterrador, que quando assisti ao documentário "Alive Inside" percebi que há forma de tratar, a cura está na forma mais simples que conhecemos. Não digo numa cura que nos leve esta maldita doença e nos traga a nós uma vida esquecida, mas sim uma cura para os dias em que nos encontramos dementes, assustados e a querer forçar uma memória que teima em não chegar.
A maioria dos doentes mentais são tratados através de medicamentos, este é o verdadeiro tratamento para piorar a progressão da doença, para aliviar a tensão alta, para aumentar tensões baixas, para acalmar quando algo os aterroriza e deixa em ansiedade, para atrasar os problemas motores e capacidades cognitivas que daí advém. Mas e o que fica então? Fica os afectos, a capacidade afectiva e emocional permanece, pois não é preciso relembrar para saber gostar e amar quem sentimos próximos, mesmo que não recordemos ao certo o que nos é.
É instinto humano o afecto e disso que ele precisa.
Este documentário usa a música como fonte de busca para um mundo outrora esquecido. A força que a musica trás, num mundo em que a musica é, sim, universal e toda a gente gosta. A capacidade que as pessoas têm de entrar no seu mundo, sair dum isolamento, da solidão ou de nunca se lembrarem que de facto o lar não é a sua casa, mas também não será o pior lar do mundo. A música capacita e transmite a energia que os faz relembrar o que gostava na infância, o que ouviam na juventude, faz mover os pés ao seu próprio ritmo e sentir uma euforia que é acompanhado pela calmaria duma ansiedade desmedida.
Acreditem, vejam o poder que a música fez nestes idosos.
Como a música foi capaz de ter esse propósito, aquilo que medicamentos e rótulos colocados em doentes mentais para serem tratadas como apenas isso, nunca conseguiram fazer. Também as crianças, os animais são a fonte de energia e de felicidade que os faz sentir aconchegados num mundo que reconhecem mesmo que não se lembrem.
Por muito que não seja considerado medicinal e um tratamento tradicional, ajuda para que a vida seja digna e mais saudável, ajuda a que a progressão não seja tão rápida e que aceitação seja feita duma forma mais tranquila sabendo que nada está perdido, mesmo que o nosso tesouro tenha desaparecido.
O que isto me transmitiu foi apenas a motivação que me faltava, o relembrar da razão pelo qual a psicologia me atraía. Seja pelo método que for, desde que faça feliz e ajude num bem-estar e numa dignidade outrora perdida num rótulo de doença mental, é o que me interessa.
Nada é melhor do que aquilo que nos une e nos deixa o mesmo sentimento, mesmo que os gostos sejam diferentes: A música!
Isto pode realmente não vos dizer nada, mas a mim diz e muito. Apenas fica aqui a minha opinião acerca deste documentário, acerca de um problema que tem sido uma realidade não só na minha vida académica e profissional como na minha vida pessoal, em que lido com uma pessoa cuja vida lhe foi esquecida, mas que nada mudou quando o que mais quero é te-la comigo e fazê-la sentir que é digna de todo o carinho do mundo, mesmo que do meu nome não se lembre :D
Como levar vida aos locais, cuja vida foi esquecida?
Fomos concebidos com o propósito de viver a vida e o que faz parte da vida se não é o envelhecimento?
Viver sem arrependimentos é quase que impossível, há arrependimentos, sim... Mas também há o completar de que vivemos o que havia para viver e as coisas foram e são como são e como tiveram de ser.
O alzheimer é algo que me atrai, é o que mais me atraiu na psicologia. Não interessa o motivo, a não ser para mim, o que interessa é que o Alzheimer tem sido uma doença cada vez mais recorrente nos idosos a partir dos 65 anos.
Como é que uma pessoa ao fim de tantos anos vividos e de memórias guardadas, de repente fica sem saber como viveu e o que mais a apaixonou na vida? O quão assustador é, aos poucos não reconhecer os nossos, os nossos nomes e até mesmo a nós mesmos?
Isto a mim é aterrador.
Tão aterrador, que quando assisti ao documentário "Alive Inside" percebi que há forma de tratar, a cura está na forma mais simples que conhecemos. Não digo numa cura que nos leve esta maldita doença e nos traga a nós uma vida esquecida, mas sim uma cura para os dias em que nos encontramos dementes, assustados e a querer forçar uma memória que teima em não chegar.
A maioria dos doentes mentais são tratados através de medicamentos, este é o verdadeiro tratamento para piorar a progressão da doença, para aliviar a tensão alta, para aumentar tensões baixas, para acalmar quando algo os aterroriza e deixa em ansiedade, para atrasar os problemas motores e capacidades cognitivas que daí advém. Mas e o que fica então? Fica os afectos, a capacidade afectiva e emocional permanece, pois não é preciso relembrar para saber gostar e amar quem sentimos próximos, mesmo que não recordemos ao certo o que nos é.
É instinto humano o afecto e disso que ele precisa.
Este documentário usa a música como fonte de busca para um mundo outrora esquecido. A força que a musica trás, num mundo em que a musica é, sim, universal e toda a gente gosta. A capacidade que as pessoas têm de entrar no seu mundo, sair dum isolamento, da solidão ou de nunca se lembrarem que de facto o lar não é a sua casa, mas também não será o pior lar do mundo. A música capacita e transmite a energia que os faz relembrar o que gostava na infância, o que ouviam na juventude, faz mover os pés ao seu próprio ritmo e sentir uma euforia que é acompanhado pela calmaria duma ansiedade desmedida.
Acreditem, vejam o poder que a música fez nestes idosos.
Como a música foi capaz de ter esse propósito, aquilo que medicamentos e rótulos colocados em doentes mentais para serem tratadas como apenas isso, nunca conseguiram fazer. Também as crianças, os animais são a fonte de energia e de felicidade que os faz sentir aconchegados num mundo que reconhecem mesmo que não se lembrem.
Por muito que não seja considerado medicinal e um tratamento tradicional, ajuda para que a vida seja digna e mais saudável, ajuda a que a progressão não seja tão rápida e que aceitação seja feita duma forma mais tranquila sabendo que nada está perdido, mesmo que o nosso tesouro tenha desaparecido.
O que isto me transmitiu foi apenas a motivação que me faltava, o relembrar da razão pelo qual a psicologia me atraía. Seja pelo método que for, desde que faça feliz e ajude num bem-estar e numa dignidade outrora perdida num rótulo de doença mental, é o que me interessa.
Nada é melhor do que aquilo que nos une e nos deixa o mesmo sentimento, mesmo que os gostos sejam diferentes: A música!
Isto pode realmente não vos dizer nada, mas a mim diz e muito. Apenas fica aqui a minha opinião acerca deste documentário, acerca de um problema que tem sido uma realidade não só na minha vida académica e profissional como na minha vida pessoal, em que lido com uma pessoa cuja vida lhe foi esquecida, mas que nada mudou quando o que mais quero é te-la comigo e fazê-la sentir que é digna de todo o carinho do mundo, mesmo que do meu nome não se lembre :D
quinta-feira, 5 de março de 2015
Absoluta necessidade, memória de verdades e razões concebidas
Não há memória
suficiente que lembre, nem memória insuficiente que esqueça… A verdade é esta: não há como explicar aquilo que queremos esquecer e não conseguimos e, aquilo
que tanto queremos recordar e não nos vem à memória.
Na verdade,
deixemo-nos de tretas, até tem uma explicação simples: não esquecemos porque
recordamos vezes sem conta para ter a certeza que queremos esquecer e que,
ainda não fizemos por muito que digamos que é o queremos. Quanto mais dizemos que queremos apagar, na realidade, estamos a recordar o "porquê" e o" quê" que
queremos apagar.
Esta é a minha
verdade... Depois há a verdade deles e a verdade verdadeira.... Vá-se lá saber
afinal qual é a realidade da verdade. Enquanto existirem muitas verdades, nunca
conseguiremos provar que detemos a verdadeira realidade. Que ela pertence a nós
e não ao outro. Queres saber mais? Também existe uma explicação para isso,
também muito simples, se virmos bem: a forma como interpreto, será a forma como
darei sentido à história e aí, terei a minha verdade, a verdade que eu atribuí por entender daquela forma, ter a minha perspectiva sobre aquela situação.
O outro
dominará a sua razão pela forma como entendeu, que terá certos momentos em que
não irá coincidir, por muito que me dê razão, ou mesmo a detenha. Por muito que
as historias possam coincidir, a verdade estará nas mãos de duas pessoas, para
no culminar de tudo, haver uma meia verdade que vai abranger as perspectivas
dos dois e criar a verdadeira realidade. Mas isso bastará para ser considerada
a verdade?
Gostava eu de
ter resposta para isso e muito mais… Gostava eu…!
É com tudo isto, que me vem à cabeça a memória, razão e verdade de grandes conclusões a que já era suposto ter
chegado. Conclusões que me fizeram entender que percebi,
percebo e, se há coisa que continuarei a perceber, pelas
belas palavras de Vinicius de Moraes, é a amizade:
“Tenho amigos
que não sabem o quanto são meus amigos.
e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o
amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros
afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite
a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos !
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus
amigos
e o quanto minha vida depende de suas existências
...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles
existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela
vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade,
não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem
que estão incluídos na sagrada relação de meus
amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os
adoro,
embora não declare e não os procure.
Eàs vezes, quando os procuro,
noto que eles não tem noção de como me são
necessários,
de como são indispensáveis ao meu equilíbrio
vital,
porque eles fazem parte do mundo que eu,
tremulamente, construí,
e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida
deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece
é que a roda furiosa da vida
não me permite ter sempre ao meu lado,
morando comigo, andando comigo,
falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e, principalmente,
os que só desconfiam
- ou talvez nunca vão saber -
que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.”
domingo, 25 de janeiro de 2015
Este é alguém: aquela que todos deveríamos ter na vida
Ela vai te dizer sem pudores tudo o que queres e não queres ouvir
Vai-te encher de miminhos, brinquedos que nunca julgaste dar importância.
O teu mundo vira lamechice com ela por perto.
Vai irritar-te em momentos de silêncio com os barulhos mais estranhos que possas conhecer.
Vai irritar-te cada vez que vir algo que acha não estar de acordo com os termos da sociedade.
É verdade, ela poderá tirar-te do sério até nas mais pequenas coisas, que para ti são tão banais, para ela poderá ser algo intenso a que ela dará tanta importância.
Mal ela chore, terás que ter um lenço à mão, porque ela vai-te pedir.
Ela vai irritar-se com uma nota abaixo de 15, se um 15 já não for o fim do mundo para ela.
Calma, ela também se irrita, não te vai irritar apenas a ti.
Ela é capaz de te envergonhar, porque nem imaginas o que o computador dela esconde. É um eterno baú de recordações de vídeos e fotografias mais vergonhosos que algum dia imaginaste. Nem te vais lembrar de algum dia teres tirado aquela foto, em que dia foi e porque raio ela tem aquilo...
É difícil decifrá-la: seja em presentes, seja no facto dela andar indecisa, sobre o que fazer para os seus anos, tipo... 1 mês antes. Isto, se ela não te levar contigo a percorrer todos os concelhos à procura dum bom restaurante, para no fim, acabar no mesmo de sempre.
Ela quer inovar, mas gosta do que sempre a fez sentir segura e confortável.
Já te disse o quão difícil vai ser decifra-la? Até mesmo a tentar perceber a letra dela... Vai ser o fim do mundo, nem com o mais digno método de captação de letras.
Vai-te esmurrar com o braço por ser esquerdina. E tossir ironicamente, quando não é irónico, é mesmo a sua forma!
Ela vai querer o mundo inteiro e não quer menos que isso, mas acredita quando te digo que mesmo tendo o mundo inteiro, ela dá-te um pedaço dele, o que for mais rico em termos de amor.
Ela refila e critica muito, mas tudo por ser o mecanismo de defesa dela. Por ela já se ter sentido inferior e menos bonita. No entanto, ela é a linda albina de olhos verdes profundos...
A confiança dela mostra-se através das suas palavras.
É a lutadora da comunicação e nunca te deixará mal. Os conselhos dela podem te parecer absurdos, mas mais tarde, em situações semelhantes acabas por te lembrar das suas palavras e perceber que a forma dela pode ser a pior de sempre, por ela não se fazer entender, mas a razão esteve sempre lá.
Sim, ela perde muitas vezes a razão pela forma como diz as coisas, e é a mestre da comunicação, mas ela não diz com intenções de magoar, mas sim de mostrar o seu optimismo e desvalorizar o que tanto magoa.
No entanto, é a primeira a sofrer com as mais pequenas coisas e vai precisar de ti, porque é aí que vem ao de cima a verdadeira Martinha.
É capaz de te enviar mil e um stickers horríveis, mas tudo com a intenção de te dizer: "gosto muito de ti!"
Ela quando gosta, luta.. E posso estar a descrever-te a pior pessoa, mas engana-te quando te digo, que estou a descrever-te o pior dela, porque é pelo pior que valorizamos o melhor. E graças a isso, eu aprendi a dar valor ate no seu feitio. (Sim, há coisas que ja nem sao defeito, são feitio.)
Aprendes a lidar com o melhor e o pior. ela dá-te o mundo, se tu apenas lhe deres atenção.
Ela vai-te entupir o telemóvel com chamadas, só para seres companhia dele no comboio. Contudo, é por ser a ti que ela recorre sempre que precisar de ser ouvida. E ela mesma tem um bom ouvido. As palavras não serão muitas, mas ela é óptima com acções/gestos.
Faz-te rir ao primeiro minuto e não te vai deixar mal.
Mesmo chateada com ela, ela fará tudo por ti.
As lágrimas, os sorrisos e até o que mais te irritar nela, será o melhor dela.
Se ela te irritar, acredita: ela gosta de ti. É a maneira dela gostar... É justo ou não é!?
Ela não te dá abraços, ela encosta a cara dela e finge que é um gato, mas tudo para mostrar que até nestas estranhas caricias e muito "especiais", a Martinha é das mulheres que devias manter a teu lado.
Todos devíamos ter uma Marta na nossa vida. E eu tenho!
Desculpa se foquei demasiadas coisas que digo irritar-me, mas acredita que são o que mais adoro em ti!
Mas olha:
Vai-te encher de miminhos, brinquedos que nunca julgaste dar importância.
O teu mundo vira lamechice com ela por perto.
Vai irritar-te em momentos de silêncio com os barulhos mais estranhos que possas conhecer.
Vai irritar-te cada vez que vir algo que acha não estar de acordo com os termos da sociedade.
É verdade, ela poderá tirar-te do sério até nas mais pequenas coisas, que para ti são tão banais, para ela poderá ser algo intenso a que ela dará tanta importância.
Mal ela chore, terás que ter um lenço à mão, porque ela vai-te pedir.
Ela vai irritar-se com uma nota abaixo de 15, se um 15 já não for o fim do mundo para ela.
Calma, ela também se irrita, não te vai irritar apenas a ti.
Ela é capaz de te envergonhar, porque nem imaginas o que o computador dela esconde. É um eterno baú de recordações de vídeos e fotografias mais vergonhosos que algum dia imaginaste. Nem te vais lembrar de algum dia teres tirado aquela foto, em que dia foi e porque raio ela tem aquilo...
É difícil decifrá-la: seja em presentes, seja no facto dela andar indecisa, sobre o que fazer para os seus anos, tipo... 1 mês antes. Isto, se ela não te levar contigo a percorrer todos os concelhos à procura dum bom restaurante, para no fim, acabar no mesmo de sempre.
Ela quer inovar, mas gosta do que sempre a fez sentir segura e confortável.
Já te disse o quão difícil vai ser decifra-la? Até mesmo a tentar perceber a letra dela... Vai ser o fim do mundo, nem com o mais digno método de captação de letras.
Vai-te esmurrar com o braço por ser esquerdina. E tossir ironicamente, quando não é irónico, é mesmo a sua forma!
Ela vai querer o mundo inteiro e não quer menos que isso, mas acredita quando te digo que mesmo tendo o mundo inteiro, ela dá-te um pedaço dele, o que for mais rico em termos de amor.
Ela refila e critica muito, mas tudo por ser o mecanismo de defesa dela. Por ela já se ter sentido inferior e menos bonita. No entanto, ela é a linda albina de olhos verdes profundos...
A confiança dela mostra-se através das suas palavras.
É a lutadora da comunicação e nunca te deixará mal. Os conselhos dela podem te parecer absurdos, mas mais tarde, em situações semelhantes acabas por te lembrar das suas palavras e perceber que a forma dela pode ser a pior de sempre, por ela não se fazer entender, mas a razão esteve sempre lá.
Sim, ela perde muitas vezes a razão pela forma como diz as coisas, e é a mestre da comunicação, mas ela não diz com intenções de magoar, mas sim de mostrar o seu optimismo e desvalorizar o que tanto magoa.
No entanto, é a primeira a sofrer com as mais pequenas coisas e vai precisar de ti, porque é aí que vem ao de cima a verdadeira Martinha.
É capaz de te enviar mil e um stickers horríveis, mas tudo com a intenção de te dizer: "gosto muito de ti!"
Ela quando gosta, luta.. E posso estar a descrever-te a pior pessoa, mas engana-te quando te digo, que estou a descrever-te o pior dela, porque é pelo pior que valorizamos o melhor. E graças a isso, eu aprendi a dar valor ate no seu feitio. (Sim, há coisas que ja nem sao defeito, são feitio.)
Aprendes a lidar com o melhor e o pior. ela dá-te o mundo, se tu apenas lhe deres atenção.
Ela vai-te entupir o telemóvel com chamadas, só para seres companhia dele no comboio. Contudo, é por ser a ti que ela recorre sempre que precisar de ser ouvida. E ela mesma tem um bom ouvido. As palavras não serão muitas, mas ela é óptima com acções/gestos.
Faz-te rir ao primeiro minuto e não te vai deixar mal.
Mesmo chateada com ela, ela fará tudo por ti.
As lágrimas, os sorrisos e até o que mais te irritar nela, será o melhor dela.
Se ela te irritar, acredita: ela gosta de ti. É a maneira dela gostar... É justo ou não é!?
Ela não te dá abraços, ela encosta a cara dela e finge que é um gato, mas tudo para mostrar que até nestas estranhas caricias e muito "especiais", a Martinha é das mulheres que devias manter a teu lado.
Todos devíamos ter uma Marta na nossa vida. E eu tenho!
Desculpa se foquei demasiadas coisas que digo irritar-me, mas acredita que são o que mais adoro em ti!
Mas olha:
Acabou a lamechice! :P
domingo, 28 de dezembro de 2014
Nudez do senso
Falta-me o senso.
Falta-me o "acreditar" que tem de ser assim.
Rastejei e entreguei o meu espírito na esperança desmesurável de que houvesse uma simples troca recíproca de "restajamento" e profundos sentimentos e troca de palavras que pudessem significar coisas e cenas...
Que pura inocência, que tamanha ingenuidade.
Peguei em tudo e dei tudo o que alguma vez tive.
Peguei em tudo e mostrei tudo da minha alma, como se me entregasse nua, sem qualquer véu de defesa para que pudessem ver-me despida no mais intimo "Eu", ao qual ainda tenho tremendas dúvidas de quem seja.
Desconheço tamanha força, desconheço tamanha entrega por parte de quem em mim descarregou um simples sorriso e, me trouxe de volta à superfície para ganhar folgo para mais uma ardente luta de fogo e apaziguamento.
Foi levantada bandeira branca come fé de paz - repito: Tamanha inocência.
Carreguei nos olhos pureza, carreguei no ombros a casta pessoa que me fez crescer.
Não aconteceu... Sei lá... Não aconteceu... sei lá eu...
Falta-me o engenho das palavras. Falta-me o engenho que me mantém em cima e no entanto, volto a mergulhar ao mais fundo que consigo ir.
Vai campeã: afunda-te mais como se ainda houvesse mais para onde ir nesse fundo engenho do desdenho do teu conhecimento, ou falta dele!
Não nadei mal.. Mergulhei de forma errada. Como se aquele chapo me afectasse o corpo e me encontrasse em profundo e efémero formigueiro que me parece eterno.
Aquela dormência de querer parar por ali, mas em simultâneo querer voltar a saber o que é respirar.
Como se o comando e o controlo fossem parte dos fios que me movimentam como uma marioneta.
Sempre fui eu por detrás dessas cordas e não me apercebi.
Ignorância é felicidade, dizem eles... Digo que ignorância foi quem quis dizer isso, por medo de querer saber o que sempre temeu.
Ingenuidade é a essência das crianças. E quando cresces?
Falta-me o senso, ou não fosse eu tanto criticar o braceamento que vou dando nas águas movimentadas.
A recíproca troca de oxigénio, a recíproca troca de emoções por parte de quem nunca conseguiu sentir no seu engenho e razão.
Desconheço quem me colocou dentro destas palavras, desconheço porque me desconheço.
Sei que me entrego a cada movimento feito, mal ou bem, a sobrevivência sempre foi o mal comum. Mas a vivência tornou-se a mais vaga ganância de quem não soube esperar pelo que lhe reserva.
Má crença no destino, na fortuna.
Ficámos todos a perder no bem que ganhámos.
A má sorte da grande sorte respirada.
Viveu quem soube perder de entre ganhos e pertenças que em nada recíprocas foram.
Maldito punhal que soube atravessar o pequeno caco de vidro que impediu a totalidade de um jogo de labirinto, em que a saída não está no espaço, mas no tempo em que se perdeu a sorte, a fortuna e a paz ,um dia regida por uma bandeira branca, como forma de voltar a recuperar o folgo e nunca mais vestir a alma nua e divagada perante o mundo.
Um Mundo em que as constelações se desfazem aos olhos, para que o primeiro plano seja o enfoque dado à musa e o segundo plano seja a mais bela natureza.
Viveu quem soube perder de entre ganhos e pertenças que em nada recíprocas foram.
Faltou-me o senso... Reneguei a Fortuna... Seja como for, venha o que vier. Caiu o manto, caiu o véu: despida em volta da ingenuidade e ignorância que causaram o pequeno conhecimento a quem entreguei os meus fios e me acordou para que o formigueiro desaparecesse. Fim da dormência.
Falta-me o "acreditar" que tem de ser assim.Rastejei e entreguei o meu espírito na esperança desmesurável de que houvesse uma simples troca recíproca de "restajamento" e profundos sentimentos e troca de palavras que pudessem significar coisas e cenas...
Que pura inocência, que tamanha ingenuidade.
Peguei em tudo e dei tudo o que alguma vez tive.
Peguei em tudo e mostrei tudo da minha alma, como se me entregasse nua, sem qualquer véu de defesa para que pudessem ver-me despida no mais intimo "Eu", ao qual ainda tenho tremendas dúvidas de quem seja.
Desconheço tamanha força, desconheço tamanha entrega por parte de quem em mim descarregou um simples sorriso e, me trouxe de volta à superfície para ganhar folgo para mais uma ardente luta de fogo e apaziguamento.
Foi levantada bandeira branca come fé de paz - repito: Tamanha inocência.
Carreguei nos olhos pureza, carreguei no ombros a casta pessoa que me fez crescer.
Não aconteceu... Sei lá... Não aconteceu... sei lá eu...
Falta-me o engenho das palavras. Falta-me o engenho que me mantém em cima e no entanto, volto a mergulhar ao mais fundo que consigo ir.
Vai campeã: afunda-te mais como se ainda houvesse mais para onde ir nesse fundo engenho do desdenho do teu conhecimento, ou falta dele!
Não nadei mal.. Mergulhei de forma errada. Como se aquele chapo me afectasse o corpo e me encontrasse em profundo e efémero formigueiro que me parece eterno.
Aquela dormência de querer parar por ali, mas em simultâneo querer voltar a saber o que é respirar.
Como se o comando e o controlo fossem parte dos fios que me movimentam como uma marioneta.
Sempre fui eu por detrás dessas cordas e não me apercebi.
Ignorância é felicidade, dizem eles... Digo que ignorância foi quem quis dizer isso, por medo de querer saber o que sempre temeu.
Ingenuidade é a essência das crianças. E quando cresces?
Falta-me o senso, ou não fosse eu tanto criticar o braceamento que vou dando nas águas movimentadas.
A recíproca troca de oxigénio, a recíproca troca de emoções por parte de quem nunca conseguiu sentir no seu engenho e razão.
Desconheço quem me colocou dentro destas palavras, desconheço porque me desconheço.
Sei que me entrego a cada movimento feito, mal ou bem, a sobrevivência sempre foi o mal comum. Mas a vivência tornou-se a mais vaga ganância de quem não soube esperar pelo que lhe reserva.
Má crença no destino, na fortuna.
Ficámos todos a perder no bem que ganhámos.
A má sorte da grande sorte respirada.
Viveu quem soube perder de entre ganhos e pertenças que em nada recíprocas foram.
Maldito punhal que soube atravessar o pequeno caco de vidro que impediu a totalidade de um jogo de labirinto, em que a saída não está no espaço, mas no tempo em que se perdeu a sorte, a fortuna e a paz ,um dia regida por uma bandeira branca, como forma de voltar a recuperar o folgo e nunca mais vestir a alma nua e divagada perante o mundo.
Um Mundo em que as constelações se desfazem aos olhos, para que o primeiro plano seja o enfoque dado à musa e o segundo plano seja a mais bela natureza.
Viveu quem soube perder de entre ganhos e pertenças que em nada recíprocas foram.
Faltou-me o senso... Reneguei a Fortuna... Seja como for, venha o que vier. Caiu o manto, caiu o véu: despida em volta da ingenuidade e ignorância que causaram o pequeno conhecimento a quem entreguei os meus fios e me acordou para que o formigueiro desaparecesse. Fim da dormência.
sábado, 27 de dezembro de 2014
Em vida "memorium"
Incrível... Não consegui.
Não precisei de juras e promessas para que a tua lembrança fosse eterna, chamam-lhe "memorium imortal". Contudo, não consigo fechar os olhos e criar uma imagem de ti que me invada a alma e me faça sentir preenchida. Nem as fotos, parece que o desfoque foi propositado...
Fecho os olhos e sei que como toda a gente, estarás lá, mas não acho que seja justo não me lembrar da tua forma, do teu sorriso e das tuas manhas.
Digo a mim mesma que o tempo é relativo e que não existe cedo ou tarde. Foi cedo, foi cedo, diga eu o que disser.
Procurei encontrar palavras para preencher o vazio da amnésia que me provoca uma sensação de desconforto em dias como estes. Não existem!
Continuar a chamar injusto a tudo o que não me proporciona uma imagem de ti. Tenho de parar com isto não é?
Sim, já la vão os anos em que a justiça me servia de consolo, a mim eu aos meus.
Sei que a partir do momento em que nasces, és o mundo de alguém, para alguém... Mesmo que tudo seja vago, que por mais que tente construir o puzzle, nunca fique preenchido. Eu sei que fizeste e estiveste lá. Não foi o suficiente, nem nunca será. Não cabe a mim nem a ninguém decidir isso.
Não foi por erro teu, erro de ninguém. Não foi por descuido, mas foi tão natural quanto poderia ser.
Não causou sofrimento, mas trouxe-nos algum, por um tempo.
Recorro à harmonia, é como estou. Nostálgica, talvez, em dias como estes.
Não tenho grandes explicações, nem me podes dá-las, não é assim?
Não recorro a estrelas, ou a divagações. Não te sinto, por mais que te procure... Olho para o que ainda temos teu, naquela caixa enorme que tememos abrir para conter as lágrimas, e continuo sem te ver.
Será assim não é verdade?
Não há ninguém que nos ensine a viver, mas não há ninguém que dite o fim de uma vida. Disso eu sei muito bem... Disso eu sei...
Não te preocupes, são apenas desabafos que vou fazendo ao longo do tempo. São apenas escritas que ficarão para mim.
O tempo é relativo e com o tempo tudo atenua... Já lá vai o tempo em que nem conseguia olhar para o tempo e prever o tempo que demorava a passar. Não passa, mas aceitei. Aceitaste, vivemos e amadurecemos São apenas sentimentos.
Sabes? Começa a ser mais saudade do que dor... Sabes? começo a sentir que nunca irei perceber muita coisa, nem tudo fará sentido. No entanto, tu vives, de alguma maneira, dentro de mim.
Numa ínfima memória que se vai tornando residente.
Sê bem-vinda a casa, limpa os pés e senta-te... A tua vida pode ter sido efémera, mas não deixará de ser eterna.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Manias das palavras
Peguei no tempo: brinquei com as horas, gozei com os minutos, fiz pouco dos segundos
Peguei na vida: remexi no bom, vivi o mau, desejei não sofrer
Peguei no amor: virei do avesso o sentimento, misturei as lágrimas, julguei a paixão
Mania a minha de pegar!
As três coisas essenciais que procuro reconhecer. Só falta uma coisa não é assim? Chama-se "eu".
Esse mergulhou no ser, veio à superfície recuperar fôlego e voltou a mergulhar uns 10 metros até bater no fundo.
Culpa de quem?
Mania de culpar, quando sou a única culpada do meu próprio destino.
Quis o destino que assim escolhesse quem me guia.
A minha mania de querer, de esperar, de dar tudo sabendo que as trocas não são recíprocas só porque eu quero.
A minha mania de achar. A minha mania de ter razão quando não entendo o porquê de estar errada.
Mania de achar que o tempo cura tudo, quando na verdade, não cura realmente nada. Alivia... Podem crer: alivia e com o tempo acaba por passar, mas curar? Nada cura aquilo que mói, torce e não enxuga uma dor que não sei de onde provêm!
A minha mania de achar que tudo o que eu faço é o mesmo que os outros fariam... Não fazem... Simplesmente, praticamente, não fazem.
Tudo é utópico quando é o que mais desejo, mas nada é utópico quando distorce a minha própria realidade.
Inspiro, expiro... É o que todos fazem da mesma forma que eu...
Pensamentos aleatórios percorrem-me e fazem-me os dias... Se poderia mandá-los embora? Não conseguiria... Se alguma razão eles permanecem é porque algo se encontra mal resolvido.
Coisas por terminar, coisas por começar...
Lá ando eu no vai. não vai da construção do meu caminho.
Quero eu mais que tudo mostrar quem sou e tantas vezes me pergunto: quem realmente sou?
Procuro certezas, mas só encontro achados. Quero responder, mas só mergulho em dúvidas.
O mar é infinito, os números são infinitos e sou apenas e meramente mortal!
Sou humana, sou pessoa, seja lá o que isso significa nos dias de hoje.
Mania de pegar... Mania de achar... Mania de pensar...
Lá ando eu a divagar, quando um dia sei o que sou, no outro apenas sei o que não quero.
Quem sabe, um dia, quando souber o que quero, já não seja aquilo que sou. Talvez quando tiver certezas, são essas mesmas que criam mais dúvidas.
Mania de alguém me vir mudar a realidade, quando acabei de encontrá-la.
Culpa de quem? Da minha cabeça mergulhada no vazio das perguntas para as quais nem saberei ter resposta.
Mania de pensar... Mania de divagar...
Assim termino o que comecei, numa mescla de palavras que um dia farão sentido:
Peguei no tempo: brinquei com as horas, gozei com os minutos, fiz pouco dos segundos
Peguei na vida: remexi no bom, vivi o mau, desejei não sofrer
Peguei no amor: virei do avesso o sentimento, misturei as lágrimas, julguei a paixão
Mania a minha de pegar!
Peguei na vida: remexi no bom, vivi o mau, desejei não sofrer
Peguei no amor: virei do avesso o sentimento, misturei as lágrimas, julguei a paixão
Mania a minha de pegar!
As três coisas essenciais que procuro reconhecer. Só falta uma coisa não é assim? Chama-se "eu".
Esse mergulhou no ser, veio à superfície recuperar fôlego e voltou a mergulhar uns 10 metros até bater no fundo.
Culpa de quem?
Mania de culpar, quando sou a única culpada do meu próprio destino.
Quis o destino que assim escolhesse quem me guia.
A minha mania de querer, de esperar, de dar tudo sabendo que as trocas não são recíprocas só porque eu quero.
A minha mania de achar. A minha mania de ter razão quando não entendo o porquê de estar errada.
Mania de achar que o tempo cura tudo, quando na verdade, não cura realmente nada. Alivia... Podem crer: alivia e com o tempo acaba por passar, mas curar? Nada cura aquilo que mói, torce e não enxuga uma dor que não sei de onde provêm!
A minha mania de achar que tudo o que eu faço é o mesmo que os outros fariam... Não fazem... Simplesmente, praticamente, não fazem.
Tudo é utópico quando é o que mais desejo, mas nada é utópico quando distorce a minha própria realidade.
Inspiro, expiro... É o que todos fazem da mesma forma que eu...
Pensamentos aleatórios percorrem-me e fazem-me os dias... Se poderia mandá-los embora? Não conseguiria... Se alguma razão eles permanecem é porque algo se encontra mal resolvido.
Coisas por terminar, coisas por começar...
Lá ando eu no vai. não vai da construção do meu caminho.
Quero eu mais que tudo mostrar quem sou e tantas vezes me pergunto: quem realmente sou?
Procuro certezas, mas só encontro achados. Quero responder, mas só mergulho em dúvidas.
O mar é infinito, os números são infinitos e sou apenas e meramente mortal!
Sou humana, sou pessoa, seja lá o que isso significa nos dias de hoje.
Mania de pegar... Mania de achar... Mania de pensar...
Lá ando eu a divagar, quando um dia sei o que sou, no outro apenas sei o que não quero.
Quem sabe, um dia, quando souber o que quero, já não seja aquilo que sou. Talvez quando tiver certezas, são essas mesmas que criam mais dúvidas.
Mania de alguém me vir mudar a realidade, quando acabei de encontrá-la.
Culpa de quem? Da minha cabeça mergulhada no vazio das perguntas para as quais nem saberei ter resposta.
Mania de pensar... Mania de divagar...
Assim termino o que comecei, numa mescla de palavras que um dia farão sentido:
Peguei no tempo: brinquei com as horas, gozei com os minutos, fiz pouco dos segundos
Peguei na vida: remexi no bom, vivi o mau, desejei não sofrer
Peguei no amor: virei do avesso o sentimento, misturei as lágrimas, julguei a paixão
Mania a minha de pegar!
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Mixórdia Verbal da Razão
Somos o que somos, porque temos de o ser. Não poderíamos ser doutra forma, se realmente o parássemos de ser.
Não sei o que fui, porque deixei de ser o que era. Descubro quem sou para uma nova era.
Olhas-me e procuras-me... Esqueces-te de que eu mesma me procuro. Encontro-me na descoberta, encontras-me na revelação.
Epifania a toda a hora:
- Saudade, contagias-me a alma...
Pára com as manias e tramas ao coração, tiras-me o fôlego e roubas-me a noção.
Confusão passa-me pela cabeça...
Acabei por perder toda a destreza. Perdida no labirinto, esquecida nos pensamentos...
Paradoxo nas tuas palavras, o olhar vidrado em malabarismos.
Fixada nos teus lábios, que me enlouquece.
Não perdoa, mas também não esquece.
Envolves-me em ti, roubas-me abraços.
Os lençóis ganharam a tua forma e reconforto-me em memórias.
Afundei-me em ti. Perdi-me em mim.
Sente por que sente, não percas o teu ser!
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Consumismo de divagações: "hipocrisias" desmedidas
A mesmice que nos consome permanecia mesmo depois das vezes em que teimava fechar os olhos e respirar fundo.
De nada serviu, se aos abrir percebia que a mudança passava por mim.
Senso comum de que tudo muda inclusive eu, que ja não sou o que era nem nunca consegui ser na sua plenitude.
Esperamos milagres por satisfação própria, mas obtemos ilusão por (pura) culpa própria.
Acostumei-me, fechei os olhos, recuperei a respiração normal,
abri-os e continuei...
"Pior cego é aquele que não quer ver". Eu quis ver... Quis tanto ver que no momento seguinte, desejei não ter visto.
O turbilhão de emoções presas naquela miragem despreocupada de como quem busca algo e acaba por achar o que não queria.
Os dotes de quem cria ditados populares entram em vigor, em situações de grande desespero, perante aquilo que queremos enxergar.
As mudanças dão-se porque algo precisa de sofrer uma reviravolta para encontrar o seu equilibrio normal, pergunto-me se isso funciona da mesma forma, em todos os campos da vida...
Poderá apenas ser as dúvidas de quem, um dia, teve certezas a falarem mais alto.
Bom era se as coisas mudassem por si mesmas, sem que fosse preciso um clique de sofrimento para despertar a necessidade de ter que ser o proprio a mudar o que desiquilibrado se encontra.
Começo a despoletar todo o tipo de vocabulário ao meu dispor, para encontrar verdadeiros significados para certos conceitos, até aqui, julgados e dado como aprendidos.
O quão enganados andamos, no final de contas. O quão iludidos gostamos nós de viver.
É triste ao ponto que isto chegou.
Mas mais triste é continuar a querer fechar os olhos e achar que se respirar de forma diferente, algo acabará por acontecer.
Não sei bem o quê, de quê, nem porquê, muito menos como...
Sem nexo é aquilo que tanto queremos que faça sentido, que acaba por nunca, realmente, ganhar qualquer sentido.
Morfologias, verbos conjugados, diarreiras verbais para tentar dar significado àquilo que nunca terá.
E continuo aqui, a respirar fundo...
Foram-se as minhas palavras para clarificar onde pretendo chegar com isto.
Já entendi: muda se não está bem.
Acções, mais acções... Desilusões, regressões, deprimência demonstrada numa mera visão que se parecia muito com o inferno, ou apenas a real demonstração e equiparação desta humanidade que teima em residir, como se nada temesse e tudo estivesse a seguir o seu rumo.
Ah! Consciências e culpas que enchem os pensamentos não verbalizados, muito menos abstractos que aparecem na mais profunda escuridão, com o qual debatemos e contorcemos para que desapareçam. Mas se eu tenho de mudar, sou eu quem os tem de parar. Basta resolver e deixar de pensar. Serei fútil assim? Bem-vinda a esta Mundo, Inês!
Mais abertos que isto, nunca poderão ficar... Os meus olhos... Os meus olhos bem abertos!
Respiração mais normal e monótona...
Voltámos à estaca zero.
Dou por terminada esta eterna divagação...
De nada serviu, se aos abrir percebia que a mudança passava por mim. Senso comum de que tudo muda inclusive eu, que ja não sou o que era nem nunca consegui ser na sua plenitude.
Esperamos milagres por satisfação própria, mas obtemos ilusão por (pura) culpa própria.
Acostumei-me, fechei os olhos, recuperei a respiração normal,
abri-os e continuei...
"Pior cego é aquele que não quer ver". Eu quis ver... Quis tanto ver que no momento seguinte, desejei não ter visto.
O turbilhão de emoções presas naquela miragem despreocupada de como quem busca algo e acaba por achar o que não queria.
Os dotes de quem cria ditados populares entram em vigor, em situações de grande desespero, perante aquilo que queremos enxergar.
As mudanças dão-se porque algo precisa de sofrer uma reviravolta para encontrar o seu equilibrio normal, pergunto-me se isso funciona da mesma forma, em todos os campos da vida...
Poderá apenas ser as dúvidas de quem, um dia, teve certezas a falarem mais alto.
Bom era se as coisas mudassem por si mesmas, sem que fosse preciso um clique de sofrimento para despertar a necessidade de ter que ser o proprio a mudar o que desiquilibrado se encontra.
Começo a despoletar todo o tipo de vocabulário ao meu dispor, para encontrar verdadeiros significados para certos conceitos, até aqui, julgados e dado como aprendidos.
O quão enganados andamos, no final de contas. O quão iludidos gostamos nós de viver.
É triste ao ponto que isto chegou.
Mas mais triste é continuar a querer fechar os olhos e achar que se respirar de forma diferente, algo acabará por acontecer.
Não sei bem o quê, de quê, nem porquê, muito menos como...
Sem nexo é aquilo que tanto queremos que faça sentido, que acaba por nunca, realmente, ganhar qualquer sentido.
Morfologias, verbos conjugados, diarreiras verbais para tentar dar significado àquilo que nunca terá.
E continuo aqui, a respirar fundo...
Foram-se as minhas palavras para clarificar onde pretendo chegar com isto.
Já entendi: muda se não está bem.
Acções, mais acções... Desilusões, regressões, deprimência demonstrada numa mera visão que se parecia muito com o inferno, ou apenas a real demonstração e equiparação desta humanidade que teima em residir, como se nada temesse e tudo estivesse a seguir o seu rumo.
Ah! Consciências e culpas que enchem os pensamentos não verbalizados, muito menos abstractos que aparecem na mais profunda escuridão, com o qual debatemos e contorcemos para que desapareçam. Mas se eu tenho de mudar, sou eu quem os tem de parar. Basta resolver e deixar de pensar. Serei fútil assim? Bem-vinda a esta Mundo, Inês!
Mais abertos que isto, nunca poderão ficar... Os meus olhos... Os meus olhos bem abertos!
Respiração mais normal e monótona...
Voltámos à estaca zero.
Dou por terminada esta eterna divagação...
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Desvaneios madrugadores de amizade
Devaneios de madrugada e necessidade de contar quem és:Por gulosice conheci-te.
Por amizade me aturaste como ninguém.
Os melhores momentos dum estudante só são melhores porque existem pessoas que te acompanham.
Atribulados foram esses momentos, mas a minha confiança em ti é tremenda, o que me levou a cometer loucuras como andar de pijama na rua, chorar por tudo e por nada, sofrer contigo, zangar-me contigo, acordar de madrugada num dia de aulas, para poder ir para uma fila gigante de horas de espera para comprar o bilhete para ti.
Cumprir o teu sonho de ver os Linkin Park.
Contribuir para que fosses feliz e apoiar-te incondicionalmente, agradecendo a quem te faz feliz!
Acredita: faria tudo de novo, para te ver como te vejo.
O meu coração enche-se de orgulho cada vez que falo em ti e percebo que amizades destas eu levo para a vida.
Coimbra não é a mesma sem ti, nem eu. Nem ninguém que tenhas marcado e, sei que marcaste porque tu és especial para muita gente e um socialão de primeira, um romantico incondicional para a tua Danii!
Mesmo com as tuas crises, os teus desgostos, as tuas conquistas... As tuas cusquices e novidades dos dias. Os jogos de futebol, as boleias e as conversas que só nos temos. Poder ver que te encontras feliz com quem eu sei que sempre cuidará de ti, faz-me sentir bem como quem sente dever cumprido.
Mas arrependo-me de um dia ter pensado que era melhor não estar presente na tua vida, para que pudesses estar bem e não sofresses mais.
Dei tudo de mim e vou continuar a dar enquanto houver respeito, carinho e preocupação por ti.
Se soubessem o orgulho que tenho nele....
Na determinação com que toma decisões;
Na persistência com que luta;
No quão feliz ele se encontra...
....Veriam que um livro não basta para saberem o que é um verdadeiro amigo. A sorte que tenho por te-lo na minha vida!
Vou-te dar sempre na cabeça, Vou sentir sempre um tremendo orgulho.
Foi atribulado, mas tu sabes como lidar comigo. Sou uma tremenda chata, mas que sente a tua falta.
"Persistência da Memória" foi o livro que me ofereceste, lembraste? Na minha altura do ano preferida (criança eterna que sou)... As palavras por ti escritas (com uma letra horrorosa, é verdade) naquele marcador: "és a minha melhor amiga" - Nunca mais voltas a ver me a chorar tanto por tanta lamechice, mas vou continuar a teu lado, mesmo que a despedida esteja para breve!
Tornaste Coimbra especial para mim, dando-me segurança e um ombro amigo quando mais senti tanta falta de casa. Fizeste-me sentir em casa, na minha 2ª casa.
Lembra-te: só tu sabes como encontrar a felicidade. Desde que tenhas as pessoas certas a teu lado. Eu sei que tens. Cuida de ti!
Porque quem gosta, cuida!
"Por isso, fica aqui um pedido humilde: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!" - Fernando Pessoa
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Pureza na sua essência
Pode até me proteger e fingir que está bem
Mas anjos como ela, eu não tenho mais nenhum
Ela com as suas sardas é completa na sua essência, na sua alma
É pura na sua loucura e nas suas palavras.
Procuramos sempre a pessoa mais bonita, por dentro e por fora. Lamento informar, que não me estava a referir a um principe encantado, mas sim ao meu anjo da guarda.
Falamos em herois de banda desenhada, mas eu tenho a minha heroina, tão verdadeira como as historias infantis a que tanto nos apegámos.
Ela transformou o meu mundo em algo mais colorido. ela fez-me ver que o céu até pode ser azul, mas e por que não com mais cores? Basta queremos, não é assim?
Fala com o coração nas mãos e pensa com a realidade assente e bem presente.
Dá-me o seu mundo todos os dias e ainda me pergunta se preciso de mais alguma coisa?
Ela esquece-se de que com ela, eu tenho tudo aquilo que queria:
conforto
felicidade
sorrisos
momentos
abrigo
abraço
alma
pureza
Nem com extras, ou bónus, eu te queria junto a mim doutra forma.
Gosto de ti com todas as palavras que existirão para dizê-lo, Gosto de ti, até mesmo quando me passo.
Esse gostar preenche-me e enche-me o coração todos os dias em que falo contigo, e aqueles que não falo: ponho-me a olhar para as fotos que temos, para a minha secretária, para a minha bandeira, para o manual em espanhol.
Porque tudo aquilo me faz lembrar da Ana que conheci à uns 4 ou 5 anos atrás.
Aquela que mesmo com as mãos nos bolsos, me acolheu como ninguém e deu tudo dela, a alguém que nem conhecia assim tão bem e que se encontrava um verdadeiro caco por dentro.
Que me deixava sozinha no Sul para eu aprender, me dava na cabeça, fazia-me chorar mas dava-me o maior abraço urso que alguma vez alguém me deu.
Que fingiu que desmaiou para ver se eu conseguir por em prática os meus 1ºs socorros. que me deixa preocupada ao mínimo "olá" frio, mas que faço de tudo para ver que ela está bem, segura e que eu bato em qualquer possa que ouse sequer dizer mal ou fazer-te mal. (ULTIMATO, AVISO, AMEAÇA!)
De coração cheio eu digo-te mais que uma vez: habituaste-me mal aos teus abraços, pois é dos poucos que me faz sentir tão segura e que deixa qualquer outro abraço de parte.
És a minha pessoa especial.
Sabes o quão especiais são as pessoas que tenho a meu lado. Sabes o quão é importante a Sofia, o Bruno, a Susana, a Martinha, Alexandra, Mariana.
Mas sabes? Há muito tempo que fazes parte de mim, como eles e da mesma forma que eles.
Tornaste-te numa grande amiga, ao qual devo todos os mundos e ainda mais. Devo porque quero! E porque gosto de me comprometer com aquele sentimento forte que tenho por ti.
Ponho-te num pedestal, ralho quando sei que não estas bem e és teimosa. Quando mesmo assim das tudo de ti a quem não merece.
A minha pessoa és tu! Lembra-te disso.
Anocas, pérola e rainha do meu guincho.
Mestre, mentora e melhor amiga!
PORQUE QUANDO A GENTE GOSTA, É CLARO QUE A GENTE CUIDA!
O MEU SORRISO É TÃO FELIZ CONTIGO!
domingo, 28 de setembro de 2014
(In)Congruência de Memória
Esqueci e quis lembrar
Lembrei e quis esquecer
Tenho medo da memória: trai, traz mágoas e desaparece quando mais precisamos dela.
Sou um caos de memórias, de baús, antigamente fechados e selados.
Sou uma confusão de interminos paradoxos e infinitos revelados antes do tempo.
Palavras pronunciadas sem sentido e pensadas com fundamentação.
Pensamentos selados e guardados, mas relembrados por flash de segundos sem que consiga pará-los!
Sonos não repostos e insónias reavivadas por noites seguidas.
Perco-me na minha falta de memória
Sinto um vazio que ficou por preencher
Um apagão que me invadiu em certos momentos e me deixou com uma branca nas reações, emoções e explicações para as quais não encontrei resposta.
Quero parar esta sensação vaga. Este sentimento de falta de algo. Quero completar o que incompleto se tornou.
Bastou umas horas para me perder em mim mesma e agora?
Como me encontro? Como preencho aquilo que se apagou como se nunca tivesse sido vivido?
Pior das sensações foi ter vivido, como se apenas existíssemos e a memória teimasse em não ter gravado como se faltasse luz e a vela não fosse acesa.
Esqueci
Não lembrei
Receei
Jurei para nunca mais me perder em mim
Traiçoeira memória
Cair no esquecimento, acordar na lembrança.
Ficar sem, ter demais.
Meios termos... E continuo um caos reavivado por pequenos pormenores trazidos pelo tempo e
nunca antes recordados.
Lembrei e quis esquecer
Tenho medo da memória: trai, traz mágoas e desaparece quando mais precisamos dela.
Sou um caos de memórias, de baús, antigamente fechados e selados.
Sou uma confusão de interminos paradoxos e infinitos revelados antes do tempo.
Palavras pronunciadas sem sentido e pensadas com fundamentação.
Pensamentos selados e guardados, mas relembrados por flash de segundos sem que consiga pará-los!
Sonos não repostos e insónias reavivadas por noites seguidas.Perco-me na minha falta de memória
Sinto um vazio que ficou por preencher
Um apagão que me invadiu em certos momentos e me deixou com uma branca nas reações, emoções e explicações para as quais não encontrei resposta.
Quero parar esta sensação vaga. Este sentimento de falta de algo. Quero completar o que incompleto se tornou.
Bastou umas horas para me perder em mim mesma e agora?
Como me encontro? Como preencho aquilo que se apagou como se nunca tivesse sido vivido?
Pior das sensações foi ter vivido, como se apenas existíssemos e a memória teimasse em não ter gravado como se faltasse luz e a vela não fosse acesa.
Esqueci
Não lembrei
Receei
Jurei para nunca mais me perder em mim
Traiçoeira memória
Cair no esquecimento, acordar na lembrança.
Ficar sem, ter demais.
Meios termos... E continuo um caos reavivado por pequenos pormenores trazidos pelo tempo e
nunca antes recordados.
domingo, 14 de setembro de 2014
Sei lá de quê....
Chegou...
Ficou...
Partiu...
Quis regressar...
A confusão instala-se porque nós alimentamos este ciclo, nós permitimos que assim fosse. Mas não quero mais. Não quero mais isto para mim.
Eu não faço a mínima ideia do que são sinais e como são dados. Não sou estúpida, mas limito-me à minha ignorância quando quero parar com tudo isto.
Já me sinto mal. Já me sinto mal comigo mesma e achar-me a maior estupida de sempre. Mas não o sou. simplesmente não o sou, nem nunca fui.
Não sou digna de escrever uma historia, de lê-la e achá-la a melhor de sempre. Até considero neutra. Sou neutra.
Ora existe confiança, ora desaparece.
Alimentas o meu ego, alimentas o meu fracasso e desilusão.
Já chega de fugir, já chega de parar, já chega de esperar.
Não fui feita para esperar, não considero uma virtude. Esperar é morrer na esperança que algo aconteça, aquilo que eu quero que aconteça.
Se tenho algo, quero outro algo. Se já tenho, deixo de querer.
Tornei-me nisto. Numa ambição desmedida que quero largar.
Liberdade? essa conheço-a e por alguma razão não a consigo aproveitar.
Até sei porque, mas não quero relembrar.
Neste momento não quero nada, mas quero tudo. Quero tudo o que me volte a fazer sentir bem.
continuo a escrever para aqui, sem que isto faça qualquer nexo. Sem nexo nenhum, ABSOLUTAMENTE NENHUM. Fiz-me entender?
Ó! quero mais é que se dane... Não quero fazer sentido.
Da ultima vez que fez sentido, acabei magoada, com peças do puzzle por completar. Foram duas vezes seguidas que fez sentido.
Agora, vens tu querer fazer sentido. Ou tentar. Mas explicas-te mal. Tão mal, que não quero mais saber.
Não quero entender nada disto, não quero ser estupida, não quero entender sinais. Não quero que nada faça sentido.
Odeio ciclos e odeio rotinas.
A vida é uma rotina, creio. Neste momento, uma chata que encravou na parte dos obstáculos. Ó, raios! Onde me fui meter eu...
"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que se não sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê!"
Sei la de quê, sei la de quê...
Ficou...
Partiu...
Quis regressar...
A confusão instala-se porque nós alimentamos este ciclo, nós permitimos que assim fosse. Mas não quero mais. Não quero mais isto para mim.
Eu não faço a mínima ideia do que são sinais e como são dados. Não sou estúpida, mas limito-me à minha ignorância quando quero parar com tudo isto.
Já me sinto mal. Já me sinto mal comigo mesma e achar-me a maior estupida de sempre. Mas não o sou. simplesmente não o sou, nem nunca fui.
Não sou digna de escrever uma historia, de lê-la e achá-la a melhor de sempre. Até considero neutra. Sou neutra.
Ora existe confiança, ora desaparece.
Alimentas o meu ego, alimentas o meu fracasso e desilusão.
Já chega de fugir, já chega de parar, já chega de esperar.
Não fui feita para esperar, não considero uma virtude. Esperar é morrer na esperança que algo aconteça, aquilo que eu quero que aconteça.
Se tenho algo, quero outro algo. Se já tenho, deixo de querer.
Tornei-me nisto. Numa ambição desmedida que quero largar.
Liberdade? essa conheço-a e por alguma razão não a consigo aproveitar.
Até sei porque, mas não quero relembrar.
Neste momento não quero nada, mas quero tudo. Quero tudo o que me volte a fazer sentir bem.
continuo a escrever para aqui, sem que isto faça qualquer nexo. Sem nexo nenhum, ABSOLUTAMENTE NENHUM. Fiz-me entender?
Ó! quero mais é que se dane... Não quero fazer sentido.
Agora, vens tu querer fazer sentido. Ou tentar. Mas explicas-te mal. Tão mal, que não quero mais saber.
Não quero entender nada disto, não quero ser estupida, não quero entender sinais. Não quero que nada faça sentido.
Odeio ciclos e odeio rotinas.
A vida é uma rotina, creio. Neste momento, uma chata que encravou na parte dos obstáculos. Ó, raios! Onde me fui meter eu...
"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que se não sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê!"
Sei la de quê, sei la de quê...
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